Ás vezes apetecia-me muito fazer apenas uma coisa...
Já estive muitas vezes perto de o fazer, apenas á distância de um clique. Mas achei sempre que seria melhor não.
A ideia de ter este meu espacinho, em que escrevo tudo aquilo que me vai na alma e no coração, sem rodeios, nem medos, nem nada a não ser sinceridade é mesmo por saber que nunca na vida chegará ás mãos dele.
Por um lado, gostava que ele lesse o meu blogue. Mas outro lado me diz que não tem lógica nenhuma. E realmente não tem, tendo em conta que aqui está o meu coração totalmente aberto, e uma vez que não há mais nada a fazer para salvar o que quer que seja, não faria sentido nenhum que ele tivesse acesso a isto... até porque não há nada para salvar, na realidade talvez nunca tenha havido mesmo.. Por outro lado, sei lá... pensei muitas vezes em apenas deixar-lhe o endereço, e seria uma opção dele, ler ou não. Acredito que a curiosidade o fizesse espreitar, porque na realidade nem me lembro se algum dia lhe falei que tenho este meu escape, mas ele sabe que adoro escrever, aliás... sempre admirou a minha veia de escritora... ( faço agora aquele meu meio sorriso, que faço cada vez que me lembro de alguma coisinha que tenhamos feito ou dito um ao outro...) . Acredito que quando espreitasse, iria automáticamente perceber que na maioria das vezes ele é o tema, e aí talvez a curiosidade o fizesse aprofundar mais a mera curiosidade. Mas... tal como já referi, e é assim que penso, não adiantaria de nada que assim fosse, portanto vou continuar a escrever para os meus seguidores apenas. Por acaso é engraçado, mas nunca nos adicionámos no msn, daí que ele não tenha acesso ao meu blogue. Também confesso que nunca quis fazê-lo, exactamente por isso. Na verdade, sempre lhe abri o coração, nunca achei necessário que ele visse o meu blogue. Mas por acaso, um dia destes, estive aqui nas minhas memórias a ver posts mais antigos, e vi um em que contei a nossa história desde o 1º dia, tudo tal qual como aconteceu, e foi aí que me deu uma extrema vontade de fazer um copy e deixar-lhe esse post para que ele pudesse ler. Mas depois acabei por não o fazer, porque se ele visse aquele post, automáticamente ficaria com o link do blogue, e poderia ver sempre que quisesse, e assim sendo achei melhor ficar quieta. ( Um dia, quando editar o meu livro, ele poderá ver ao pormenor tudo o que quiser... ) =}
O meu Love já está cá. ( =D )
Esta semana fomos sair os dois, foi muito bom, acho que estávamos mesmo a precisar ( ambos). Amei mesmo. Realmente se existe alguém capaz de me fazer levantar a cabeça é ele. ( obrigada My Love, és sem duvida o meu mais que tudo mesmo! )..
Quando cheguei ele não estava no sitio do costume. Até pensei... secalhar foi á casa de banho... mas não. Apareceu apenas a meio da noite... acompanhado pela sua respectiva.
Pela 1a vez, vi-o nesse papel. Não foi fácil, nada mesmo. Apeteceu-me sair dali naquele preciso momento. Não queria encarar aquilo que eu já sabia que mais cedo ou mais tarde teria de encarar. Mas, graças a ti My Love, não só encarei, como ergui bem a minha cabeça, e agi como se eles nem estivessem ali. Apeteceu-me chorar. Apeteceu-me chorar muito mesmo. Mas em vez disso, meti o meu melhor sorriso no rosto, e continuei a minha noite, tranquila, como se nada me afectasse. E assim foi. E amanhã foi outro dia, e tudo continuou na mesma.
É verdade, esse pensamento persegue-me até hoje... aquela imagem deles os dois não me sai da cabeça, mas talvez só assim eu me desprenda de vez de uma pessoa que nem sequer pensa que eu existo. É-lhe totalmente indiferente, na realidade. E para mim vai ser também.
Estive doente. Muito doente mesmo... Como diz a minha irmã, fui ver o Natal dos hospitais em directo... Estive quase 2 semanas sem conseguir falar, comer ou dormir em condições, com febre alta... Sinceramente já estava preocupada, nunca fiquei assim tanto tempo doente desta maneira!
Parece que nestas alturas fico mais maricas, sei lá... nestes dias que estive doente, fartei-me de sonhar com ele, pensei nele a toda a hora, apeteceu-me falar com ele, como fazia antes, quando estávamos bem...
Tenho definitivamente que esquecê-lo, isso sei que sim, mas ficou tanto por dizer... Será que algum dia ele se vai lembrar mais de mim? Será que algum dia ele vai olhar para trás e recordar-se de nós e sorrir? Será que a saudade vai bater e ele vai dar noticias? Será que alguma noite ele ponderou mandar-me uma mensagem, telefonar-me... ? Será que ele pergunta por mim ao nosso amigo em comum?
Enfim... acho que muito sinceramente prefiro nunca ter respostas para todas as perguntas que tenho todos os dias na cabeça. Porque no fundo sei que secalhar seria mais uma desilusão. Não quero denegrir mais a imagem que tenho dele. Prefiro manter-me assim, e lembrar-me da excelente pessoa que ele me deu a conhecer.
Ainda que já tenha sofrido tanto por ele, confesso, do fundo do meu coração, que gostava mesmo que um dia pudessemos encontrar-nos, longe de tudo e todos, e termos finalmente a nossa conversa final, em que eu poderia dizer tudo, e ele poderia dizer tudo, e que saberiamos que no dia a seguir, éramos apenas amigos, bons amigos.
Porque por muito que ele me tenha feito passar de burra, eu continuo a gostar dele enquanto pessoa, e sei que poderiamos ter uma boa relação de amizade, não fosse este meu estupido sentimento...
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