A_vida_por_vezes_ensina-nos_tudo_aquilo_que_precisamos_saber.
O_que_fazer_quando_se_percebe_que_se_ama_demasiado_alguém_para_deixar_ir?
O_que_fazer_quando_esperamos_que_as_pessoas_sejam_verdadeiras_e_nos_apercebemos_que_afinal_nem_tudo_era_o_que_parecia?
O_que_fazer_quando_já_estamos_irremediavelmente_agarrados_a_alguém_que_de_um_momento_para_o_outro_nos_toma_por_garantida_e_simplesmente_deixa_de_nos_dar_aquela_segurança?
Estou_perdida.
E_cansada...
sábado, 8 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
To the world you may be one person, but to one person you may be the world.
Soneto de Fidelidade (Vinícius de Morais)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Saber que estás a caminho já me deixa aquele formigueiro na barriga...
Saber que daqui a pouco te vou abraçar e beijar já me faz tremer...
A saudade é algo que me consome, mas algo necessário. Faz parte. Um dia sem te ver parece uma eternidade!!!
Cada dia que passa, cada palavra, cada atitude tua me fazem ter mais a certeza que tu és tudo aquilo que sempre sonhei para mim, que te quero a meu lado, sempre.
Ainda me lembro quando vivia a achar que nunca mais seria feliz, que a sorte era uma coisa que não constava no meu dicionário, na verdade acho que aprendi a conformar-me com a minha realidade, conformei-me que a minha vida seria exactamente tal como estava. E aprendi a viver dessa maneira. Acho que a certa altura já nem sequer pensava em encontrar alguém, sinceramente mediante as circunstâncias nem queria pensar em tal coisa!
E hoje, digo á boca cheia: não consigo, não quero, não suporto pensar que poderia ter que viver sem ti!
O destino é sem dúvida imprevisivel...
Sinto uma paz quando estás aqui... uma tranquilidade, um alívio...
Melhor era impossível. Estou feliz, estou bem, tenho quem amo, admiro e orgulho. Encontrei a minha metade, a pessoa que me completa e preenche a todos os níveis.
" You´re the best thing I never knew I needed..."
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
You´re the best thing I never knew I needed...
" E quando eu não tinha nada, ele apareceu e se tornou tudo..."
Hoje até poderia chegar aqui, ao meu mundinho, e desatar a queixar-me de quão mal o meu dia correu... mas não é isso que vou fazer. Porque tudo o que antes parecia mau, hoje continua a ser mau, mas eu consigo levar de ânimo mais leve... Hoje vou deixar aqui o meu testemunho de uma história feliz... E vou seguir o cliché de começar com....
Era uma vez...
Uma menina muito especial. Diria até incompreendida, sozinha, triste. Uma menina com uma estrelinha gigante dentro dela, uma vontade imensa de viver, o sonho de encontrar o amor.
A sua vida nunca fora fácil. Muitas adversidades se atravessaram no seu caminho. Uma vida cheia de altos e principalmente baixos.
Uma menina que tinha aprendido que a frieza e a auto defesa eram os sentimentos mais seguros que se poderia adquirir. Uma menina que aprendeu muitas coisas ao longo dessa sua torbulenta vida, principalmente que a confiança é algo demasiado precioso para se depositar em qualquer pessoa.
Há muito que a sua inocência tinha desaparecido. Aprendeu ao longo da vida que a côr rosa só existia no seu próprio mundinho, e que aquelas histórias da carochinha que ouvira na sua infância não passavam de apenas páginas de livros coloridos que a sua irmã mais velha lhe lia todas as noites...
Esta menina poderia chamar-se Cinderela, Branca de neve, Pocahontas,Pequena Sereia.... Poderia ser qualquer personagem principal de um conto de fadas qualquer, mas não, vamos chamar esta menina de.... Raposa.
A menina cresceu. Conheceu a responsabilidade de uma relação séria muito cedo, talvez até cedo demais. Relação essa que a fez desacreditar em todos os valores morais e supostos critérios obrigatórios que rondam a palavra relação, casal, e consequentemente a palavra amor.
A menina ouvia as histórias de vidas que não eram a sua... Com umas, lamentava e pensava que bom, não terei esses problemas, com outras, ficava feliz, e sonhava. Sonhava que um dia chegaria a sua vez, o seu Princepe acabaria por chegar.
O tempo é uma máquina poderosa, das poucas máquinas que o ser humano não consegue controlar... Passa e não avisa que está a passar. Pará-lo é impossivel.
Ao longo do tempo, a Raposa continuou sempre uma menina lutadora, amiga do seu amigo, unida com a sua familia, mas vivia sempre com a sensação que a sua vida era meramente uma passagem de tempo. Nada fazia sentido, nada a deixava satisfeita, nada fazia com que, á noite, quando se deitava pronta para terminar o dia e se perder de olhos fechados naqueles seus insistentes sonhos, era principalmente nessa altura que a Raposa se apercebia do quanto só estava, do quanto a sua existência era incompleta.
Aos olhos dos outros, a Raposa era uma linda menina, sempre alegre, sempre bem com a vida, sempre pronta para ajudar os outros... E quanto a si? Teria ela a capacidade de se ajudar a si própria? Teria ela a capacidade de debater os seus demónios, de enfrentar os seus medos e inseguranças?
Muitas vezes ela pensava. Na verdade, esta menina era uma pensadora. O seu cérebro não parava. 24h sobre 24h de pensamentos perdidos na sua cabeça. E assim foi vivendo, o tempo foi passando.
A Raposa sempre se agarrou ao que mais valorizava na sua vida: familia e amigos. Sempre foram os seus pilares, a sua força provinha determinantemente destes dois grupos de pessoas, sem as quais a Raposa não viveria, nem teria aguentado as tristezas que a vida lhe proporcionava dia após dia. Estes dois grupos de pessoas sempre deram o alento necessário para que a Raposa conseguisse continuar.
Por várias vezes, a Raposa se sentiu inutil, totalmente substituivel e invisivel. Por muitas vezes a Raposa pensou em desistir de viver, em simplesmente terminar com a dor que a atormentava e que parecia não ter fim.
Fechava-se. Isolava-se. Chorava por sentir que não havia alternativas, não havia soluções. Uma vez no fundo do buraco, muito dificilmente se chegaria á superficie sã e salva.
Fingia diáriamente um sorriso que no fundo não era mais que a sua própria máscara, a sua própria defesa para o mundo exterior. E assim continuava a viver no seu mundinho da Lua, aquele em que a maldade não existe, em que só existe amor, amizade, e sentimentos positivos e que aquecem aquele gelo que ela tinha em vez de coração.
No momento em que a Raposa tinha desacreditado totalmente do Amor... Eis que algo acontece...
" Sobe as escadas, faz-te bem, para tonificar as pernas!"
O quê????!!!! A Raposa levantou o nariz e respondeu:
" Não preciso disso!"
O que é certo, é que naquele momento as pernas tremeram! As bochechas coraram e o coração acelerou!! O que era aquilo????
Uma pessoa que já conhecia de vista desde algum tempo, muito tempo até, mas que nunca tinha ligado. A sua cabeça estava demasiado ocupada para que a deixasse ver o mundo real, viva demasiado no seu mundinho, o mundo exterior era uma especie de surrealismo para a Raposa. Ligava-se a ele quando era estritamente necessário. Não sendo aquela uma situação estritamente necessária, porque motivo se haveria ligado?
Tempo.... mais uma vez aquele que o ser humano não controla, foi passando...
Entre piadinhas momentâneas, olhares e sorrisos, aquele " alguém" foi fazendo com que a Raposa ganhasse algo que há muito não tinha: vontade de algo, vontade de o ver outra vez.
As circunstâncias e o amigo em comum, fizeram com que o primeiro momento de convivio acontecesse....
" Fica com o meu bolo de chocolate para ti..."
E de repente, a ironia vira simpatia...
Entre gargalhadas, olhares, trocas de impressões, algo ali não batia certo, não era normal.
No espaço de tempo em que andava perdida e triste, a Raposa conhecia novas pessoas, mas nunca em momento algum, alguma pessoa lhe tinha tocado o coração daquela maneira. Um quase total desconhecido que de repente virava centro das atenções daquela menina, daquela Raposa...
A sua cabeça deixou de se focar tanto em tantos pensamentos perdidos e confusos, e estava incompreensivelmente direccionado para uma só causa: aquele " desconhecido".
Depois daquele dia, a Raposa não pensava noutra coisa senão voltar a vê-lo. Queria saber mais daquela pessoa que a fazia olhar tanto, estar tão curiosa. aquela pessoa que mexeu totalmente consigo.
Dia após dia, de uma forma muito subtil, e usando sempre o seu escudo defensivo da indiferença, a Raposa tentou saber mais acerca dele.
A verdade é que aos poucos, ia ouvindo falar dele, puxava conversa para saber dele, e ás tantas o lógico e moralmente correcto deixou de ter peso na balança: tinham de conviver noutro contexto senão trabalho.
Uns dias depois, surgiu o segundo jantar, mas desta vez, a Raposa não estava a servir a mesa, estava sim também ela sentada á mesa.
Depois de muita conversa, séria e a brincar, gargalhadas e nostálgia, partilha de experiências e vivências, a Raposa soube que algo mais existia para além, de curiosidade e atracção, existia algo inexplicável, mas que era visivel. A empatia foi imediata desde sempre, mas a quimica demonstrou-se nessa noite, em que poderia ter sido apenas mais um jantar entre amigos, mas que para ela, foi muito mais que isso...
Nessa noite a Raposa soube que queria vê-lo novamente, desta vez sem amigos, apenas ele e ela.
Não sabia explicar o porquê, nem como tinha desenvolvido uma vontade que não estava de todo nos seus organizados planos de futuro próximo, mas a verdade é que aquela vontade foi mais forte.
( E agora chega a parte da história em que a Raposa sente uma extrema necessidade de falar na 1ª pessoa, e deixa de contar uma história, para contar a sua própria história de Amor... )
O fluxo de conversa foi aumentando. Quando dei por mim falávamos todos os dias, o dia inteiro, todas as noites. A noite já não era noite sem aquele " dorme bem, sonha com coisas bonitas ", nem o dia era dia se não tivesse aquele " bom dia alegria "...
A vontade trouxe consigo a ansiedade. Ansiava aquelas mensagens como já há muito não ansiava algo.
Ficava todos os dias a olhar para a porta de entrada do meu local de trabalho á espera que ele fosse o próximo a entrar, perto das 18h30, 19h, tal como sempre.
Não queria demonstrar a alegria que sentia desde o primeiro dia que começámos a falar mais a sério, mas era inevitável...
" É impossivel não demonstrar nada quando estamos bem."
Era um sentimento estranho. Era um sentimento inquietante. Era um sentimento inexplicável, que até metia medo.
Ao mesmo tempo que queria muito arriscar, mantinha sempre um pé atrás, tendo em conta que o que seria moralmente correcto era nem sequer chegar mais perto que aquilo, por algunsmotivos que directamente não me afectavam em nada, mas que me faziam ponderar muito..
" Um cafezinho, pode ser?"
Finalmente ganhei a coragem de dizer.
Fiquei algum tempo a decidir se enviava ou não aquele sms... E se ele dissesse que não??? Era muito mau! Estava a arriscar demasiado! Por outro lado pensava que se não tentasse, nunca saberia qual teria sido a resposta!
" Não queria apressar nada, mas sim, claro que quero!"
08/08/2012
Resposta positiva! O meu sorriso abriu-se automáticamente no rosto...
O nervoso miudinho.... A escolha do outfit, os amigos a complícarem os nervos... o cabelo... Quis ir o mais natural possivel, o mais EU possivel, e isso deixava-me ainda mais nervosa! Mas algo me dizia que tudo ia correr bem... Algo dentro de mim sabia que eu não precisava de ser mais nada, senão eu mesma. Apenas tinha de descontrair, e deixar que a minha boca falasse pelo meu coração.
Ele diz que já está na rua á minha espera... como um verdadeiro cavalheiro, o Princepe veio buscar a sua Raposa a casa no primeiro encontro a sós.
Neste momento parece que estou a sentir o coração acelerar tal como naquele dia... as mãos e as pernas tremiam conforme eu descia as escadas... Tentava encontrar na minha cabeça alguma frase feita para dizer quando entrasse no carro, depois de o cumprimentar... Não me ocorria nada de nada, embora eu soubesse que os nervos me iam fazer falar pelos cotovelos, e isso era o que mais me preocupava na verdade!!
Entro no carro. Tremo dos pés á cabeça neste momento....
" Olá, tudo bem?"
Duas ou três piadas sem graça nenhuma saem-me da boca com uma voz tremida... Esforcei-me tanto, mas tanto para que ele não reparasse que eu estava nervosa!! Lá chegámos... Mar, esplanadas... Noite calorenta, com uma Lua gigante e vermelha....
Sentámos. Trocámos o tal cafézinho por uma garrafa de vinho. E falámos. Falámos de várias coisas. De pessoas, das nossas vidas, de situações que tinhamos pendentes de falar...
O tal do tempo foi passando rápido. O vinho acaba. Passeámos. Lado a lado, enquanto continuámos a conversar.
Rimos tanto naquela noite... Tudo parecia tão perfeito, até a Lua parecia que se tinha vestido só para nós... As rosas vermelhas que ele me ofereceu... não pelo valor enquanto objecto, mas pela atitude. Não estava habituada a esse tipo de coisas, confesso que fiquei um pouco sem saber o que fazer ou dizer, gostei muito do gesto. Caminhámos para o carro, para regressarmos a casa, depois de 3h bem passadas tranquilamente.
Neste percurso, já eu pensava apenas numa coisa: o que vou fazer quando chegarmos á minha porta??? O que vou dizer??? Será que ele me vai beijar??? E se beijar, o que faço ou digo???
Entrei outra vez em pânico. Comecei novamente a tremer e a perder a tranquilidade com que estava. Fiquei novamente nervosa. ´
Falámos o caminho todo, e o silêncio só reinou quando ele parou o carro em frente á minha casa....
" Bem.... gostei muito da tua companhia, a ver se combinamos alguma coisa...."
Depois de ouvir estas palavras, o meu coração disparou. Era a minha vez de falar. Tinha um nó na garganta, a voz parecia que não queria sair... Aproximo-me dele....
" Sim, eu também... Obrigada pelas rosas, gostei muito..."
E o silêncio que seguiu a minha resposta....
Foi automático... Aproximámo-nos um do outro.... Senti a sua respiração junto da minha boca, mas hesitei... Tive um pensamento rapidissimo " será que devo?", mas foi lento demais em comparação á vontade de o beijar. Beijámo-nos. Ali naquele preciso momento eu soube, o Princepezinho existe.
Foi um primeiro beijo perfeito. Primeiro encaixe perfeito.
Despedimo-nos, mas sem vontade nenhuma de nos largarmos. Subi a escada ainda a tremer e a respirar tão rápido que parecia que ia desmaiar... Estava a tentar perceber o que é que se tinha passado ali, que força tinha aquele beijo para me deixar completamente desorientada. Entrei em casa, totalmente atónita. Não sabia o que havia de fazer... Sentei-me lentamente no sofá, e respirei fundo. O sorriso não saía do meu rosto. Com as mãos a tremer, escrevi uma sms...
" não tenho palavras... acho que isto chega :D... obrigada..."
E assim começou uma linda história de amor, um belo conto de Raposa e Princepezinho.
Dia após dia, noite após noite, fomos descobrindo que aquele sentimento inexplicável que nos unia era amor verdadeiro. Fizémos as coisas como tinham de ser feitas, uma coisa de cada vez, um passo de cada vez. Soube desde cedo que ele era o Meu Princepezinho, e que eu era a Sua Raposinha.
Cativámo-nos, apaixonámo-nos, amámo-nos, sempre com o mesmo passo, a mesma vontade, a mesma velocidade...
Estou a escrever há mais de duas horas, e mesmo assim acho que não consigo expressar com enfase suficiente em palavras o turbilhão de alegria, amor e plenitude que este sentimento me trás.
O meu Princepezinho acrescentou á minha vida tudo aquilo que me faltava. Os espaços vazios do meu coração, corpo e alma ficaram preenchidos de uma tal maneira que era impossivel imaginar o meu futuro sem o meu princepe a meu lado.
" Não precisamos ser perfeitos para sermos felizes"
A minha vida passou a ter um sentido, a fazer todo o sentido.
Estou completa. Continuo a ter a meu lado a melhor familia, os melhores amigos e o Meu Princepe.
Não preciso de mais nada. Ele dá-me tudo aquilo que eu preciso, a todos os níveis. O sentimento que nos une é demasiado forte, demasiado necessário. Estamos juntos no mesmo barco, fortes e convictos da nossa opção. Optamos por perder o medo, e não fugir deste sentimento lindo.
Estou feliz. Não preciso de mais nada, tenho o que mais ansiei desde sempre: o Amor...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Sometimes, all we got left to do is just take a deep breath...
"Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. É estar perto das pessoas que amamos, que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva e as mágoas, que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los. É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las."
*Friedrich Nietzsche*
Depois da tempestade... vem sempre a bonança...
Graças a Deus que tudo se resolveu, Graças a Deus que conseguimos perceber que os nossos erros são minúsculos comparado áquele sentimento inexplicável que nos une.
Assumi que errei. Arrependi-me. Queria apenas ter a oportunidade de mostrar que as pessoas podem errar, desde que assumam e não voltem a repetir os mesmos erros.
O amor que nos une é muito mais que qualquer paixão, qualquer atracção. A nossa cumplicidade é bem maior que um sentimento momentâneo. Somos muito mais que coisas pequenas. Somos muito mais que pequenos atritos que possam surgir. O nosso amor tem uma força bruta, uma necessidade gigante de estar perto, de estar bem.
O medo que tive de te perder foi um sentimento inexplicávelmente doloroso.... Não quero passar por ele outra vez. Não quero mais estar tão longe de ti, não quero de forma alguma sentir que poderia ter deitado tudo a perder.
Estar longe de ti não é opção. Não te ter não entra nos meus planos. Lutarei sempre por nós. Correrei sempre atrás daquele a quem sei que é o Homem da minha vida.
Não trocava o teu abraço, a tua voz, o teu sorriso, o teu beijo por nenhuma outra coisa. Já fazes parte de mim. E isso não vai mudar.
sábado, 15 de setembro de 2012
Sometimes the best reaction is no reaction...
" Peço desculpa!
Desculpa por gritar demasiado, por chorar aparentemente "sem motivo". Peço desculpa por não ter um bronze de sonho, por não ser como as estrelas de televisão. Por resmungar quando me apetece, por chamar nomes a quem não gosto. Peço desculpa por ter o coração junto à boca, por dizer coisas sem pensar, por cometer erros, por me arrepender. Desculpa por a minha conta bancária não guardar milhões e por não seguir todas as tendências de moda. Por não ser totalmente educada e por não dizer 'bom dia' quando não me apetece. Por ser indecisa e gostar de variar. Por detestar a rotina e por algumas vezes agir como uma criança. Desculpa por ser egoísta e não usar maquilhagem todos os dias. Desculpa por não ajudar os meninos em África e não ajudar no combate ao crime. Peço desculpa por não gostar de política nem de criticar os meus amigos. Desculpa por não viver de aparências, por não ser a perfeição.
Peço imensa desculpa, sociedade... "
O que eu mais queria neste preciso momento era saber que tudo vai ficar bem...
Estou totalmente perdida... não consigo pensar, não consigo comer, não consigo dormir...
Eu e o meu dom de estragar sempre tudo com a minha estupidez e insegurança....
Impossivel é eu imaginar a minha vida sem ti a meu lado. Impossivel é continuar com esta tristeza e com esta tua ausência.... Dava tudo para não ter cometido um erro destes. Dava um braço para não te ter magoado desta maneira... Dava tudo para te ter aqui agora enroladinho em mim, como sempre, aquele tão nosso abraço, aquele tão nosso beijo.... sinto-me sofucar. Farei tudo para nunca te perder.
" perdidos são os dias em que não sorrimos juntos "
E esse teu sorriso é-me totalmente essêncial para que o meu exista.
Para sempre não é muito tempo a teu lado... Sem te tocar, não faz sentido viver...
domingo, 9 de setembro de 2012
Life is love - enjoy it.
" Eu gosto da nossa rotina, das nossas piadas, dos nossos silêncios, das nossas reticências, das nossas risadas. E gosto, também, das nossas brigas. Aprendemos com elas. Eu descubro mais sobre ti e conheço outras partes minhas. Aquelas
partes que não mostramos por vergonha. E assim vivemos juntos, passando por obstáculos, derrubando o que vem pela frente. E assim vamos ficando mais amigos, mais amantes, mais enrolados um com o outro. ".
partes que não mostramos por vergonha. E assim vivemos juntos, passando por obstáculos, derrubando o que vem pela frente. E assim vamos ficando mais amigos, mais amantes, mais enrolados um com o outro. ".
um mês a teu lado...
mais feliz que estou existe???
acho que não, atingi o limite da perfeição, a teu lado. meu Princepe, parabéns a nós... :)
terça-feira, 4 de setembro de 2012
“You're never given a dream without also being given the power to make it true.”
"Acho lindo quem se ama sem medo do que vão pensar. Acho muito bonito quando um casal é unido, quando conseguem enfrentar as barreiras sozinhos. Admiro quando duas pessoas são sinceras uma com a outra e conseguem pedir perdão alegando o erro. Admiro principalmente casais que são amigos antes mesmo de serem namorados."
Tenho definitivamente de vir ao meu cantinho dizer algo.
Descobri coisas muito importantes nestes últimos tempos.
Descobri talvez a coisa mais importante que algum dia poderia ter descoberto.
Tenho de agradecer a Deus todas as adversidades, desilusões e maus momentos que passei na vida inteira até agora.
Nada teria acontecido da forma que aconteceu se não fosse cada pedaço da minha vida ter sido exactamente o que foi.
Hoje tenho a certeza absoluta daquilo que quero, hoje sei sem sombra de duvidas onde é o meu lugar, hoje consigo perfeitamente definir quem ocupa o meu coração.
" E um dia, o princepe chega com a maior cara de sapo, e me chama de princesa... "
Hoje estou muito cansada, tenho de perder um tempinho para escrever o meu conto de fadas, porque esse sim, vale a pena imortalizar.
Estou feliz, aliás, hoje consigo perfeitamente avaliar que nunca fui tão feliz na vida inteira. Esqueci tudas aquelas migalhas de qualquer tipo de sentimento com as quais eu me contentava, para perceber e transbordar o quanto pode ser um todo, um amor mútuo, um remar para o mesmo lado.
O ser mais feliz ainda a cada dia que passa parece surreal, mas é a realidade. Cada dia que passa sou mais feliz, e tenho mais certezas do que aconteceu comigo, e que é algo bonito, verdadeiro e sincero que quero manter sempre... :) <3 nbsp="nbsp" p="p">
3>
3>
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
" Only from the heart we can touch the sky." *
" É preciso buscar o amor onde estiver, mesmo que isso signifique horas, dias, semanas de decepção e tristeza. Porque ao momento em que partimos em busca do amor, ele também parte ao nosso encontro. "
(Paulo Coelho)
(Paulo Coelho)
(... )
" Fica comigo para sempre, dá-me amor, uma familia... és tudo o que sempre quis, posso dizer que sou abençoado graças a ti."
Que mais posso eu querer?
Que mais poderia eu sonhar?
Que mais iria eu procurar num Homem?
Em 26 anos da minha vida, nunca mas nunca senti nada assim... o amor é qualquer coisa de complexa, sem dúvida.
Onde e quando menos se espera, ele aparece, e transforma-nos em pessoas melhores.
Por muito que a minha vida nunca tenha sido nem seja um mar de rosas, agora tenho a minha "missing piece".
A minha metade tem nome. Nome, cara, corpo, alma, carácter, personalidade, presença, valores.
Tenho vontade de continuar a sonhar muito, vou viver este amor de corpo e alma. Estou plena de felicidade. Tenho a meu lado um Homem que gosta de mim tal e qual como sou, a Sílvia desengonçada e desiquilibrada. A menina virou mulher. Ama e é amada.
Que mais posso eu pedir a Deus?
Já tenho o que me faltava, o que vier depois disto é um bónus.
Estou completamente apaixonada. Conto os minutinhos para estar novamente nos seus braços.
Cada coisa no seu lugar... eu ao lado dele, esse é o meu lugar. Quem estava a mais já se foi.
Nem sequer existe termo de comparação com nada do que vivi até hoje. Sem duvida que nunca estive tão completa com alguém, a todos os niveis. Agora só tenho de continuar a ser feliz, tal como tenho sido até agora desde que o meu Princepe entrou na minha vida. Cada dia que passa, cada momento vivido com ele me faz ter mais a certeza que ele é O tal.
Ser valorizada enquanto mulher da maneira que ele me valoriza, é algo a que não estou por absoluto habituada... Em tempos habituei-me a contentar-me com pouco, hoje em dia estou a habituar-me a ser colocada num pedestal!
Como ele costuma dizer... ganhei o euromilhões. :)
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
The Greatest Thing You´ll Ever Learn Is Just To Love And Be Loved In Return...
" I hope you don´t mind... I hope you don´t mind...
That i put that in words...
How wonderful life is now you´re in the world."
O amor simplesmente acontece.
O que se está a passar comigo é isso mesmo: algo que certamente virará amor. Uma paixão totalmente arrebatadora. Sensações que eu já não me lembrava como era senti-las.
De repente, o meu mundinho virou-se de pernas para o ar, e eu percebi que de pernas para o ar é que ele está certo.
Incrivelmente, tenho um bom pressentimento relativamente a tudo isto. Tenho o apoio das pessoas que mais gosto, o que me faz ganhar força para de uma vez por todas acabar com o maldito karma que perseguia o meu coração.
Ele... ah.... Ele.... :)
Ele com a sua personalidade conseguiu fazer o que há muito ninguém conseguia... conseguiu que o meu coração voltasse a bombear acelerado. Conseguiu que eu sentisse aquele friozinho na barriga cada vez que o seu nome aparece no ecrã do meu telemovel, ou cada vez que o espero para nos encontrarmos..
Encontrei um Homem de verdade, melhor dizendo, o meu coração encontrou um Homem de verdade.
Sei que apesar de toda a felicidade que sinto neste momento, o amanhã poderá ser incerto. Mas não tenho medo. Ele dá-me segurança, ele demonstra que gosta de mim, ele não se inibe em me dizer o que quer que seja, nem fazer o que quer que seja para me ver sorrir...
Ele faz tudo por tudo para estarmos juntos, para me fazer feliz...
Sei bem que devo viver este sentimento como se não houvesse amanhã, porque o amanhã é sempre uma incerteza, mas... acho mesmo que desta vez acertei em cheio. Sinto-me bem. Sinto-me tranquila, feliz e completa.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
“We are all of us stars, and we deserve to twinkle.” - Marilyn Monroe
" Nada é errado, se te faz feliz..."
Hoje, inevitávelmente, tive de vir aqui, ao meu espacinho, dizer algo...
Após ter conseguido de uma vez por todas ultrapassar aquele que já devia ter ultrapassado há muito tempo... finalmente o fantasma desapareceu, dando espaço para que eu pudesse abrir os olhos ao mundo, e ver que afinal ainda vale a pena acreditar.
O futuro não sei, nem penso nele... parece um cliché, o que estou a dizer, mas a verdade é que o cheiro das rosas vermelhas que estão mesmo aqui á minha frente me apuram o cérebro para que eu consiga dizer coisas como estas, e neste preciso momento, estou de coração aberto para o que a vida tem para me mostrar.
Pensava que já não tinha sentimentos, pensava que eu não tinha valor nenhum, que era apenas uma mulher, comum, aquela estrelinha apagada que está ali, mas não está.
Hoje estive ali, de corpo e alma, vivi o momento como há muito não vivia um momento, senti turbilhões de alegria a correr-me nas veias, sim, senti-me feliz, muito feliz.
Não me querendo precipitar.... mas tenho vontade de mais. Tenho vontade de muito mais que aquele beijo que encaixou na perfeição, mais que este momento lindo com o brilho de uma lua gigante e vermelha...
Foi simplesmente mágico... tudo o que envolveram estas três horas em que, por 3 horas, me esqueci de tudo aquilo que rodeia a minha vida, e estive totalmente ali, eu, apenas eu... e ele.... :)
Não tenho palavras. Há muito que não me sentia assim, tão bem.
sábado, 21 de julho de 2012
I....
De nada adianta a liberdade se não temos a liberdade de errar.
Ghandi
Que eu perca tudo o que me rodeia....
Mas que eu nunca perca aqueles que amo.
Familia * Amigos * My Love *
.... e TU, eternamente Ninja...
Mesmo que eu não os tenha sempre a meu lado, ou tão presentes quanto eu gostaria, que eu nunca perca cada um deles, que permaneçam sempre comigo, de uma maneira ou outra....
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar.
"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."
Hoje foi sem dúvida um dia muito bem passado. Estar com aqueles que mais amo faz-me esquecer por momentos tudo aquilo que me apoquenta a cabeça.
O episódio do dia foi sem dúvida o momento com os senhores de farda azul, demais ahahahahah
Há muito tempo que não me sentia feliz por ser exactamente como sou, porque graças a mim a Lola livrou-se de uma valente multa!!
Há muito tempo que não me sentia feliz por ser exactamente como sou, porque graças a mim a Lola livrou-se de uma valente multa!!
Bem... a conclusão deste dia é que não vale a pena perdermos muito tempo das nossas vidas a guardar rancores. A vida pode ser demasiado curta para más energias. Há que valorizar os bons momentos, e vivê-los intensamente, deixando para trás das costas o que não nos faz bem.
domingo, 1 de julho de 2012
Send me an angel...
Sometimes I feel like I don't belong anywhere
and it's gonna take so long for me to get to somewhere
Sometimes I feel so heavy hearted,
But I can't explain cause I'm so guarded
But that's a lonely road to travel
And a heavy load to bear
And it's a long, long way to heaven,
But I gotta get there...
Can you send an angel?
Can you send me an angel?
Cause I don't wanna feel
Like a dove with no wings
And I don't wanna know
What a heart of stone sings
But that's a lonely road to travel
And a heavy load to bear
And it's a long, long way to heaven
But I gotta get there
Can you send an angel?
Can you send me an angel?
Please send me an angel
Can you send me an angel? "
sábado, 30 de junho de 2012
All that I've learned is all I'm taking now with me.
" It's not like love at first sight, in fact. It's more like gravity. When you see her, is no longer the land that holds you here. She holds you. And nothing else matters but her. You would do anything for her, would be anything for her. You become whatever she needs you to be. Be that as his protector, or as a lover or a friend or a brother. "
( The Twilight saga - The Breakingdown * Jacob Black )
Hoje é 6a feira. A semana está no fim.
Desde 5a feira passada ( aquela maldita 5a feira que eu nem sequer deveria ter acordado, quanto mais aventurar-me a sair á noite ) que mal consigo dormir. Pois é, as malditas insónias voltaram.
Desde esse dia que o meu coração está acelerado, sinto-me ansiosa, estou morta de cansaço, mas deito-me, e os olhos não fecham...
A cabeça não pára de pensar. Assumo, estou triste, muito triste até.
Desde essa 5a feira que analisei mais uma vez a minha vida a fundo, e ultimamente isso tem-me ocupado 90% do meu dia nos meus pensamentos.
Sinto-me sozinha, muito sozinha mesmo, totalmente desamparada.
A minha familia não tem tempo para mim, aliás, desde há uns tempos para cá, diria até uns tempos longos, que a minha familia não se preocupa se eu estou viva, se estou morta, se estou bem ou mal.
Posso parecer egoista a falar desta maneira, mas esta é a minha triste realidade. Sou o elemento invisivel da familia, que só existo quando é preciso alguma coisa, seja o que for. Só falam comigo para pedir coisas, de resto ninguém se digna a parar 5 minutos para pensar que eu sou um ser humano, e que talvez o facto de a minha vida ser trabalhar que nem uma escrava para sobreviver, e o tempo que tenho livre passá-lo em casa fechada e sozinha significa algo. Secalhar o facto de eu me sentar á mesa muda e sair calada significa algo. Secalhar o facto de eu beber até não aguentar mais significa algo. Mas ninguém nota, ninguém vê. ´
Não posso atribuir algum tipo de culpa aos meus pais, de maneira alguma, aliás, eu não abro a minha boca exactamente por isso mesmo: porque a minha mãe é a pessoa mais importante no mundo inteiro, e preocupações que cheguem e sobrem já ela tem, e eu nunca fui nem quero ser mais um fardo para ela. E o que me deixa mais frustada é que de certa forma até sou também um fardo, porque sei bem que se não passo fome é graças aos meus pais, e isso nem uma vida inteira chegará para agradecer tudo o que os meus pais fizeram por mim até hoje.
O resto da familia anula-me completamente.
Eu sei que não sou uma pessoa fácil, eu sei que o meu feitio não é bom, mas porra, olhar para mim de vez em quando não custava muito, perder 5 minutos a tentar saber como tem sido a minha vida principalmente neste último ano não deve custar assim tanto. Talvez o meu humor melhorasse se eu visse que a minha familia parava para pensar que a minha vida nunca foi fácil, nunca foi uma vida tranquila e feliz, sempre tive adversidades, e sei bem que todas as pessoas as têm, mas viver a vida inteira a ver que eu sempre fui tratada de maneira diferente por todos é dose, e aguentar estes meus últimos 3 anos de vida completamente sozinha não tem sido nada fácil.
Para o meu irmão mais velho, nunca existi. Sempre vi os meus ormãos mais novos conhecerem o mundo com ele, sempre os carregou para todo o lado, sempre lhes proporcionou coisas com as quais eu nem sequer me dava ao luxo de sonhar, mas tudo bem, não são coisas materiais que me fazem qualquer tipo de diferença. Nunca fui pessoa de pedir o que quer que fosse a alguém, também porque nunca fui habituada a ter grandes coisas. Todos os bens materiais que tenho são fruto do meu trabalho, do meu próprio esforço que fiz ao longo da minha vida enquanto pessoa adulta. Tive de aprender que o muito vira pouco, e tive de aprender a viver com pouco ou quase nada.
Ser sempre aquela que fica em casa quando há um jantar, ser aquela que não vai ao café todos os dias, ou que passa meses sem ir ao cinema, sem jantar fora, sem viver, é complicado.
É complicado lidar com uma vida de mulher, de 26 anos, solteira, em que constantemente os amigos convidam para fazer isto, ou aquilo, e eu sou aquela que nunca posso.
É revoltante ter de me sujeitar a um segundo trabalho, que exige muito esforço, uma vez que é nocturno, puxado, e muito mal pago. Saber que tenho de fazer esse esforço para tentar melhorar de alguma forma a minha vida é muito complicado. Ainda para mais, quando estou a fazer um trabalho com o qual não me identifico, e que faço apenas e só pelo misero dinheiro que me é pago, que serve para pagar a água, o gás, os cereais que gosto de comer antes de dormir... enfim... a verdade é que nunca pensei ver-me numa situação tão má, e não estou a conseguir lidar com isto.
Psicológicamente não me sinto bem. E isso transmite-se fisicamente, não durmo, tenho pesadelos noite após noite, isolo-me, choro por tudo e por nada, ando irritada, super agressiva... não me sinto eu. Neste momento poderei mesmo dizer que eu não sou eu.
Tenho saudades. Tenho saudades da minha irmã que está a milhares de quilómetros e que sei que se preocupa muito comigo, que ainda me vê como a menina que ela criou e educou, tenho saudades da minha irmã que mora na mesma casa que eu, mas que eu mal vejo ou falo, tenho saudades das conversas intermináveis que tinha com a minha mãe, tenho saudades de deitar a cabeça no colo dela enquanto ela me fazia festinhas até eu adormecer, tenho saudades de quando adoecia e tinha visitas, sei lá... tenho saudades da Sílvia meiga, carinhosa, sempre alegre e divertida, enfim, tenho saudades de uma vida que eu nunca terei.
Quando tudo corre mal, quando cada passo que dou para tentar andar para a frente só me enterra, quando não vejo nem uma única melhoria na minha vida, quando a esperança e a fé acabam, quando não há nada que me prenda aqui, fica dificil acordar de manhã e iniciar um novo dia...
É verdade que no meio de uma vida que ainda nem começou e já está completamente acabada, tenho a sorte de ter os melhores amigos do mundo, sim, isso posso dizer que é uma verdadeira benção, e que todo o tempo do mundo nunca chegará para agradecer o facto de ter aquelas 3 pessoas que de uma maneira ou outra estão sempre presentes na minha vida, e sei que se não fossem eles, hoje eu seria uma pessoa totalmente vazia e pequena, e se continuo agarrada á vida com unhas e dentes é porque eles me mostram que ainda há uma esperança de que nem tudo é mau. E sem dúvida os meus sobrinhos. Olhar todos os dias para a minha princesinha, tê-la no meu colo, enchê-la de beijos, carinho e amor, faz-me acreditar que vale a pena viver, porque aquele sorriso, aquelas gargalhadas não têm preço, daria a minha vida para os ver sorrir, farei sempre tudo o que estiver ao meu alcance para que nunca lhes falte nada, da minha parte terão todo o amor que eu tiver para dar, toda a minha atenção, seguirei os meus pequenotes até ao fim da minha vida.
Não ando com muita vontade de falar. Na realidade finjo que estou bem apenas para não ter de falar.
A Sílvia não é assim. A Sílvia tem o coração ligado á boca, a Sílvia que fala pelos cotovelos e está sempre tranquila.... a Sílvia tem de voltar...
Não vejo interesse em nada. Não me entusiasmo com nada. Não me apetece fazer nada para além do que sou obrigada.
Apetece-me ficar assim, sentada no sofá, com os meus cigarros, a minha garrafa de vinho, a minha música e a minha gata, e deixar o tempo passar, até voltar a conseguir levantar a cabeça e ter uma vida normal, como qualquer pessoa.
Sinto-me estupidamente inutil neste momento, não sirvo para nada nem ninguém. Não tive pedalada para me adaptar ás várias mudanças que a minha vida tem vindo a sofrer, não consigo adaptar-me a esta realidade que me rodeia.
Sinto-me fraca, sem forças para andar para a frente, quero estagnar aqui, e sei lá, esperar um milagre.
São 4 da manhã...
Como estava sem sono, estive a reler algumas partes do meu blog, a reviver algumas partes da minha vida, aquelas que me fizeram feliz...
Lêr as minhas próprias palavras... ufa.... fui corajosa em olhar para trás...
Entre meios sorrisos, gargalhadas e lágrimas, nesta hora em que estive a lêr vivi de tudo um pouco: felicidade, saudade, vergonha, tristeza, revolta... enfim... talvez eu seja isso mesmo, um turbilhão de sentimentos misturados e mal distribuidos.
Deposito demasiadas expectativas em quem não devo, e depois tento arranjar motivos para as coisas que acontecem, quando na realidade o erro foi sempre meu, desde sempre, defeito este o meu, de me entregar ás pessoas sem ver maldade em nada, sem analisar as prováveis consequências...
Neste último ano vivi o auge da felicidade, da tristeza e da desilusão. Fui o mais feliz que alguma vez fora, mas também o mais triste que alguma vez fora. Apaguei a minha luz ao longo deste tempo.
E tenho de admitir... aliás, se já na altura eu sabia com toda a certeza que aquele era o verdadeiro significado de ser feliz, agora sei qual o significado de amargura e saudade. Não só saudade fisica daquela pessoa que me fazia sentir tão especial, mas também saudade da pessoa que eu era quando estava feliz, com ele. As nossas essências eram sem dúvida almas gémeas. E mesmo que eu me volte a apaixonar, um dia quem sabe, uma coisa é certa: aquele sentimento que eu nutria e infelizmente nutro por ele, é incomparável. Irei sempre recordar-me dele como o meu ninja, o meu porto de abrigo. Acho sinceramente que dificilmente me voltarei a sentir assim, e hoje consigo afirmar que sem dúvida que era amor, quase poderia dizer que amei-o desde a primeira vez que ele me disse aquele " olá" envergonhado. Marcou-me, para sempre.
Sei que os nossos caminhos nunca mais se vão cruzar dessa maneira, sei que não aceitaria viver novamente uma bomba relógio, e por isso espero mesmo curar-me definitivamente deste amor impossivel, espero sinceramente que ele mude a sua atitude para comigo, e me faça perder aquele encanto que eu sinto por ele. Quero desesperadamente olhar para ele um dia, e saber que já não mexe comigo dessa maneira, que ali vai estar apenas uma página virada, vai estar uma pessoa que foi demasiado importante para mim, mas que não é mais.
Ultrapassar esta barreira já seria um grande passo para eu andar mais um bocadinho para a frente...
Já passei por relações falhadas e ultrapassei, e neste caso vai acontecer o mesmo, está a custar a passar, está a ser dificil de esquecer, mas tenho de acreditar que vou conseguir, ao meu ritmo, ao meu passo, mas vai ter de acabar.
Quero voltar a sorrir verdadeiramente, quero ter-me de volta, quero voltar a ser eu por completo, e só aí conseguirei libertar-me dele, a minha outra metade que neste momento está apagada...
sábado, 23 de junho de 2012
Not Everyone Deserves a Front Row Seat.
Um cansaço de existir,
De ser.
Só de ser.
O ser triste brilhar ou sorrir...
Fernando Pessoa
De ser.
Só de ser.
O ser triste brilhar ou sorrir...
Fernando Pessoa
Hoje sinto-me assim... tristemente ridicula e desiludida...
De que me valeu estar mais de um ano presa a um estúpido sentimento que só existia da minha parte?
De que me valeu dar sempre o beneficio da dúvida a uma pessoa que sempre foi uma grande mentira todo o tempo?
De que me valeu chorar, lutar, esforçar-me, fazer tudo e mais alguma coisa para que as coisas pudessem ter tomado um rumo diferente?
De que me valeu acreditar piamente que ele era uma pessoa diferente?
De que me valeu acreditar que ele gostava de mim, que ele era verdadeiro comigo, que a essência que sempre me mostrou era a sua verdadeira essência?
Mentira...
Tudo uma grande mentira.
Um sempre demasiado curto, um para sempre momentâneo.
Como é que eu fui capaz de alimentar este joguinho dele, como???
Aliás... como é que depois de tantas falhas que ele teve para comigo eu ainda consigo perder tempo a falar nele, como??!!
Esperei um ano por ele.
No meu coração, na minha cabeça só existia ele, mais ninguém. Esforcei-me para que isso mudasse, mas não adiantou de nada. Tentava abstraír o meu pensamento dele, mas parece impossivel.
Na semana passada, depois de alguns copos consegui dizer-lhe algumas verdades. Consegui dizer-lhe que para mim era essêncial que ele me dissesse olhos nos olhos para eu sair da vida dele de uma vez por todas!
" Eu não vou dizer para tu saires da minha vida, porque não é isso que eu quero. Não posso dizer-te uma coisa que eu não quero que aconteça... Eu quero que tu continues na minha vida."
Disse-me ele, olhos nos olhos...
Então eu apenas lhe pedi que viesse ter comigo, para conversarmos. Eu sei que enquanto não lhe disser cara a cara tudo aquilo que tenho engasgado, não vou conseguir acabar com esta história, e ele continuará a ser sempre aquele fantasma que não me deixa avançar com a minha vida!
" Ninja, hoje não posso que já é tarde, mas eu prometo que vou ter contigo.."
Sempre a mesma conversa, sempre as mesmas palavras, sempre as mesmas promessas...
Sempre que falamos, é a mesma lenga lenga, mais do mesmo.
E eu aqui, feita estúpida, a acreditar nas suas palavras, á espera.
Era o quê? Achava que eu ia esperar eternamente? Achava que eu ia ficar aqui, plantada e bloqueada, á espera dele???
Não! Não, não e não!!
Na minha cabeça eu sabia que esta seria a última oportunidade que eu lhe estava a dar para que ele pudesse perceber o que eu sinto por ele e para que ele me pudesse finalmente explicar o porquê de as coisas terem acontecido como aconteceram!
Eu sei que ele acha mesmo que eu não vou seguir o meu caminho, ele acha mesmo que eu ia ser uma grande otária a vida inteira.
No fundo, ele deve ver-me como o seu escape: quando está com a moral em baixo, manda mensagem, liga, enfim...
Ele sabe que dificilmente o irei tratar mal, ele sabe o ponto em que eu o tenho, ele sabe que para mim, ele é ele, e que não vale a pena, aconteça o que acontecer, sempre que eu olhar para ele vou sempre lembrar-me dos bons momentos que vivemos juntos, do quanto ele me fazia feliz, do quanto eu gostei dele, e desejei tê-lo para mim... Ele sabe isso muito bem. E ele pode até ter a sua mulherzinha, e ela pode gostar dele, mas uma coisa eu sei: não é uma merda de uma tatuagem que define um sentimento.
Não é o showoff que demonstra o quanto se gosta de uma pessoa. Não são os outros que precisam de ver isso, somos nós mesmos e a pessoa que gostamos.
Gostar é cuidar, é traduzir um sentimento da teoria para a prática.
É demonstrar fisicamente e psicológicamente.
É saber que a nossa outra metade está ali, naquela pessoa.
É falar apenas com um olhar, é conhecermos aquela pessoa como a palma da nossa mão.
É estar sempre apaixonado, é nunca perder o romantismo, é querer estar perto a toda a hora.
É respeito, fidelidade e orgulho. Preocupação, dependência.
É querer fazer tudo, é planear uma vida ao lado daquela pessoa, é ter sonhos em conjunto.
É esquecermo-nos por vezes das nossas vontades, é engulirmos muitas vezes o nosso orgulho apenas para que possamos respirar de alivio quando alguma coisa não corre da melhor maneira..
É esforçarmo-nos, é lutarmos, é sentirmo-nos em casa no abraço daquela pessoa.
É querer ver aquela pessoa sorrir, todos os dias. É sentirmos a felicidade extrema de podermos abraçar, beijar, fazer amor com aquela pessoa.
É deixar de ter uma vida no singular, para optarmos por uma vida em comum. É sentirmo-nos felizes apenas por sabermos que aquela pessoa existe, e sabermos que o seu sorriso faz de nós pessoas melhores....
Bem... parece que afinal ainda tenho sentimentos... parece que ainda não me esqueci o que é gostar verdadeiramente de alguém... pelo menos ainda tenho um ponto de vista acerca disso. Poderia até ficar aqui uma noite inteira a escrever acerca do amor... mas hoje sinto que simplesmente não vale a pena.
Ontem senti-me mal realmente. Senti-me minuscula, e tão só no meio de mil pessoas... Não quero voltar a sentir-me assim, não quero mesmo. Não quero mais ver aquilo que não me faz falta ver.
Eu sei qual é a realidade, não preciso de a ver com os meus próprios olhos. Já não preciso disso. Ou se parte de mim ainda acha que tenho de ver para crer, a outra tem a certeza de que tenho de uma vez por todas de cortar o mal pela raíz.
Chega de me magoar por culpa minha. Chega de sofrer em silêncio, Chega de me sentir assim, inferior.
Eu sou como sou, sou o que sou, e se até hoje defendi os meus pontos de vista e os meus valores, não é por causa de um homem que isso vai mudar.
Se eu tiver que mudar o que quer que seja em mim, quer seja fisicamente ou psicológicamente, será por mim e só por mim.
Se eu sempre achei que os esteriótipos e os showoffs são para pessoas vazias, porque eu haveria de me tornar uma pessoa vazia? Não. Não mesmo!!
Por norma estou quieta no meu canto, não chateio ninguém, não sou uma pessoa obcecada, não sou de meter conversas se não me derem conversa primeiro, então porque motivo me hei-de culpabilizar por algo que não dependeu de mim?? Eu sei que só não fiz o que não podia por ele, aliás, até houve vezes que fiz o que não podia só para poder estar com ele, ou simplesmente para poder apenas vê-lo.
Bem... não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Sei que tudo aquilo que fiz foi sempre de coração, por gostar tanto dele, por querer com todas as forças que desta vez desse certo, porque sinceramente achei até á última que ele realmente gostava de mim, que finalmente me tinha apaixonado por uma pessoa que gostava mesmo de mim. Enfim... enganei-me, mais uma vez...
Sem dúvida que está mais que na hora de deixar ir.
Está mais que na hora de enterrar este assunto, melhor, cremar este assunto, meter na minha cabecinha que acabou de uma vez por todas.
Se há coisa que aprendi ao longo da minha turbulenta vida foi que não adianta correr atrás de quem não se preocupa conosco, que não adianta remar contra a maré, que a teoria do lutar por quem se ama só é válida até um certo ponto. Chega a um ponto que essa teoria é vencida pela teoria do cansaço, da saturação, da desilusão, e aí chega a hora de baixar os braços, de aceitar que somos perdedores, de dar a vitória ao outro e simplesmente virar costas e seguir o nosso caminho.
Sem dúvida que depois desta lição estarei bem mais atenta de futuro, e que mais ninguém terá a sorte de me enganar assim tão facilmente.
A partir de hoje vou aprender a valorizar-me, a ver-me exactamente como sou, bonita á minha maneira, e única bem ao meu jeito.
Não posso nunca mais diminuir o meu valor ao ponto de me rebaixar desta maneira.
Quero ser uma pessoa inteira, quero ser amada por inteiro, e não aceito menos que isso. Metades não dão para mim.
Um dia que me volte a apaixonar, garantidamente que vou colocar o cérebro á frente deste meu estúpido coração.
E sim, tudo isto seria bem mais dificil, se ao meu lado não caminhassem os meus amigos, os seres mais maravilhosos de sempre, aqueles que fazem com que tudo pareça sempre ultrapassável.
My Love, Lola e Maninho, os indespensáveis, os essênciais. Os irmãos de mãe diferente...
Mas principalmente tu My Love, minha pessoa nº1, aquele que sabe o meu coração e a minha cabeça de cor e salteado, aquele que digo tudo tal e qual como sinto. És tudo. Sem ti seria impossivel. Longe ou perto estás sempre em cima do acontecimento. Aquela quimica que temos, os pressentimentos que temos um com o outro é algo fenomenal hoje em dia. Aquela nossa telepatia... :)
" o mundo é perfeitamente imperfeito...."
O meu mundo seria totalemente imperfeito, se tu não existisses. Palavras não chegam para te agradecer todo o apoio, força e abre olhos que me deste ao longo da nossa vida. Vales muito para mim. Quando digo todos os dias que te amo assim aquele nosso muitão, é para que nunca te esqueças de que não importa tudo o que aconteça á nossa volta, essa é das poucas certezas que tenho na vida, que te amo muito, e que não te quero perder nunca!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
some people come into your life as a blessing, others come as a lesson.
" Nada sou, nada posso, nada sigo.
Trago, por ilusão, meu ser comigo
Não compreendo, compreender nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei? ”
Fernando Pessoa
Trago, por ilusão, meu ser comigo
Não compreendo, compreender nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei? ”
Fernando Pessoa
Mais uma facada nas costas.
É só mais uma, o que é isso para mim? Tenho as costas largas, sempre tive.
A minha sorte desta vez, é que deixei de acreditar que a essência que eu e os meus amigos possuímos possa existir para além de nós.
Dificilmente vou deixar alguém voltar a entrar na minha vida, na minha cabeça e no meu coração desta maneira. Mais uma vez fui ingénua, claro, achar que poderia abrir a minha boca directamente ligada ao coração a uma pessoa que conhecia há demasiado pouco tempo.
Hoje tive a certeza, mais uma vez, de que os amigos que sempre tive me completam. A teoria do mais vale só que mal acompanhada encaixa perfeitamente na minha vida.
Bem sei que os meus melhores amigos têm vidas bem mais preenchidas que a minha, e que não posso estar com eles fisicamente tantas vezes quanto eu gostaria, mas não é isso que define a nossa amizade. O que define a nossa amizade é algo muito maior que a distância fisica, são muitos anos de apoio, carinho, amor compreensão, lágrimas, sorrisos, gargalhadas, noites mal dormidas, dias, horas, anos de conversas, abdicar de tudo para estar lá, sempre presente, ainda que não seja fisicamente, estar ali, simplesmente , a ouvir, a dar o ombro, a dar um conselho, a dar um puxão de orelhas se assim for necessário.
É querer ver aqueles sorrisos e saber que se devem ao facto da minha presença, é saber que não importa o que aconteça, estaremos sempre ali mutuamente.
É não mentir, ser sempre fiel, ser verdadeiro e incondicional.
É não ter de fingir quem somos, é sermos exactamente como nascemos, puros, com defeitos e virtudes, e aceitarmo-nos, porque são exactamente as diferenças que me fazem querer sempre tê-los na minha vida.
É passar anos, e mesmo assim saber que aquelas 3 pessoas são e serão sempre as 3 pessoas que nunca me irão abandonar, nunca me irão largar a mão. Estarão sempre comigo, a caminhar a meu lado, a tentar impedir que eu me magoe.
É dar, sem esperar nada em troca, é querer sempre a felicidade dessas pessoas, é querer acima de tudo, fazer parte dessa felicidade.
Palavras não chegam para descrever a alegria imensa que sinto dentro de mim, cada vez que penso no meu Love, na minha Lola e no meu maninho. De todas as pessoas que passaram na minha vida fazendo-se passar por falsos amigos apenas por conveniência, ou simplesmente porque só estão bem a ver a desgraça dos outros, estas três grandiosas pessoas sempre foram, e continuam a ser os meus pilares existênciais. Seguido da minha familia, não existem pessoas mais importantes que os meus três mais que tudo.
Se há coisa que não suporto é injustiças., e infelizmente neestes meus últimos anos tenho visto muitas mesmo, demais até.
Não consigo perceber o intuito das pessoas que só estão bem a fazer mal a outras pessoas. Por muito que a minha cabecinha imatura ( sim, porque agora sou imatura ) se esforce, não alcança nenhuma razão, nenhum beneficio em fazer mal a outra pessoa.
Pessoas pequenas têm atitudes minusculas, é verdade, mas não têm minima noção do que essas minimas atitudes de merda podem gerar.
Graças a Deus que nenhuma das três pessoas que refiro me conhece superficialmente, porque senão lá está, pequenas atitudes de merda vindas de terceiros poderiam criar situações bastante más.
Parece que cada vez que me sinto bem e feliz, vem sempre alguma pessoinha destruir, não falha, é sempre assim.
Tive alturas em que pensei que o problema pudesse ser eu, é demais, é certinho e direitinho, a Sílvia está feliz, está na hora de lhe espetar mais uma facada nas costas.
Mas depois existem estes três seres maravilhosos na minha vida, que estão sempre atentos, sempre em cima do acontecimento, e que me limpam as lágrimas, e me erguem novamente, mostrando-me que eu sou o que sempre fui, a mesma, desde sempre até sempre, e que isso é motivo de orgulho, não de tristeza.
Talvez seja o facto de eu ser demasiado transparente. Digo o que tenho a dizer na cara, não mando recadinhos por outras pessoas, nem por merdas de facebooks, aliás, no dia em que a minha vida for exposta numa merda de rede social, os meus três anjos têm total permissão para me espancar!!
No dia em que eu descer a um nível desses, internem-me, estou demasiado fora de mim para frequentar aquilo a que chamam de mundo!
Bem... poderia ficar aqui uma noite inteira a escrever, a expressar a minha revolta, mas sinceramente não adianta de nada, não resolve nada, e a única coisa que posso dizer neste momento é que aprendi mais uma das minhas inumeras lições de vida. Espero sinceramente que esta seja a última lição ´no que toca a falsas amizades, e consequentemente, o gelo do meu coração tem tendência a cada dia que passa a solidificar mais e mais.
Por isso, My Love, minha Lola e meu Maninho, estarei sempre com vocês, não importa que estejamos dias, meses sem nos ver, o que importa é o raro sentimento que mantenho por vocês.
Sem vocês não vivo, sem vocês já teria dado em louca nesta vida infernosa, que fica melhor, só por vocês existirem. Amo-vos, sempre e para sempre.
terça-feira, 12 de junho de 2012
O exercicio do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra.
O silêncio se faz senhor das percepções.
La Belle de Jour
La Belle de Jour
Duas boas noticias: estou outra vez de férias, e tenho cá o meu Love.
Aquele abraço apertado que se sente na alma, aquela sensação de amor, de saudades verdadeiras, de carinho... é muito bom estares aqui amor meu, cada abraço teu é um bocadinho de mim que renasce. Sem ti não conseguiria continuar a minha longa caminhada chamada vida. Há quem faça mais que sol, pois eu digo que tu fazes mais que o sol, a terra e a lua juntas. Amo-te assim muitão, e isso nunca irá mudar. Have you in my life is a blessing*
Amanhã começo a trabalhar num bar.
Confesso que vai ser dificil conseguir trabalhar dia e noite, mas sei que tenho de fazer isto, por mim, para tentar de alguma forma melhorar a minha vida, para correr atrás do meu maior desejo, que é fazer aquilo que gosto.
Desde bem cedo que sempre tive muito gosto com as mãos. Pintar unhas, arranjar unhas, ir aos poucos aperfeiçoando aquilo que a minha grande mamã diz ser o meu dote. De dia para dia, fui gostando cada vez mais, fui pesquisando cada vez mais, fui treinando cada vez mais, e hoje em dia fico horas á procura de novos desenhos, novas formas de criar algo que para muitos são simples unhas, ou simplesmente uma questão de aparência, mas que para mim é um sonho. Saber que faço algo com total dedicação e gosto deixa-me com vontade de fazer mais e mais, de não desistir.
As minhas amigas, a minha mãe, as minhas irmãs foram servindo de cobaias ao longo do tempo, e de repente sinto-me com qualidade suficiente para poder arriscar, e começar devagarinho, primeiro a investir no material todo que preciso, começar a fazer gel, e com o que for ganhando, juntar o máximo possivel para que um dia finalmente consiga tirar o meu tão sonhado curso...
Sonhar não custa... e sei que se não sonhar, de nada me vale viver!
Recentemente voltei a falar com o ninja... sei que dificilmente voltaria a falar nele aqui, no meu diário de bordo, mas hoje preciso de tocar nesse assunto...
Vou tentar não me alongar muito, e claro, escusado será dizer que mais uma vez, a conversa dele foi a mesma de sempre: " tu não mudas minha ninja, e ainda bem, não mexe nem um bocadinho, és perfeita assim, tal e qual como és."
Well... entre estas e outras coisas, disse que tinha saudades e que me queria ver, a semana passada.
Preciso dizer que nunca mais soube nada dele desde o dia em que falámos?
As últimas mensagens que trocaram foram:
" estou de folga x e x dia, vê a tua agenda e depois diz qualquer coisa"
" sim ninja, digo pois! saudades de tiiiii"
Esperei, é verdade. Claro que tendo em conta o tempo que já passou, e os acontecimentos que entretanto se passaram, esperei mas não desesperei. Estaria a ser hipócrita se não admitisse que todos os dias quando me deitava o pensamento me vinha á mente: será que ele me vai mandar mensagem esta noite? Será que amanhã acordo e tenho uma mensagem dele? Será que ele me vai telefonar esta semana? Será que vai aparecer na loja de surpresa?
E dormia sobre o assunto. E claro, nada se passou.
Já não o via há mais de um mês. Optei por deixar de sair tantas vezes á noite, não por ele, mas por mim própria. É verdade que cada vez que o via na noite, e ele sorria para mim, e me vinha falar com aquele sorrisão que eu tanto adoro, eu sentia uma felicidade enorme dentro de mim. Mas depois, quando saída dali, e chegava a minha casa, a felicidade transformava-se em vazio, e na minha cabeça as dúvidas começavam a deixar-me totalmente desolada. Para quê tanta coisa? Para quê uma noite inteira a controlar todos os meus passos, a marcar a sua posição? Para quê? Para quê acreditar numa pessoa que é apenas uma réplica dos mil e quinhentos homens de merda que aí andam? Para quê acreditar nas palavras de um mentiroso, de um traidor?
A verdade é que quis afastar-me disso, quis afastar-me da causa maior da minha instabilidade emocional.
Não quero enlouquecer, e desta forma já não faltava muito.
Mas... o mundo é realmente um lugar demasiado pequeno...
Não ia ao cinema há meses, muitos meses mesmo. E hoje decidi ir! Juntei uma maltinha, e lá fomos.
Quem é a primeira pessoa que eu vejo assim que estou fora do cinema??? Pois.... chamem-lhe karma, chamem-lhe coincidência, chamem-lhe destino, chamem-lhe o que quiserem, porque eu chamo azar da merda. Ele, ali, igualzinho a sempre, encostado á parede, na entrada da casa de banho, e depois claro, o seu acessório, aquela coisa minúscula a que ele chama de muié...
Quando o vi... bem, quando o vi o meu coração bateu mais forte. Tremi, admito. Tal como sempre, tão perto e tão longe. E mais longe ficou, depois de aparecer aquela anã...
Baixei a cabeça, segui o meu caminho.
Ele não me viu, tenho a certeza. E sem dúvida que foi melhor assim. Não queria ter de lhe dizer olá, com aquela coisa ao lado.
Enfim...
Ainda bem que o meu Love está á distância de uma sms neste momento, porque precisei de explodir na hora, e como sempre, o meu Love está sempre em cima do acontecimento, e como sempre também, deu aquela palavra necessária...
E pronto... é apenas mais um dia, em que as coisas que tenho para contar continuam a não ser muito felizes...
O meu Love é que tem razão: não existe ninguém neste mundo que nos mereça. Ponto final.
terça-feira, 5 de junho de 2012
"Sentir é estar dístraido."
"Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros - cada um sente
O que julga, e é um erro imenso."
Fernando Pessoa
Para mim sou quem me penso,
Para outros - cada um sente
O que julga, e é um erro imenso."
Fernando Pessoa
( Fernando Pessoa.... Grande homem. Escreve com o coração. Adoro simplesmente... )
Frustante.
Carregar uma bilha de gás para o 2º andar, degrau a degrau.
Frustante.
Ir sozinha ao supermercado, e não comprar mais coisas por saber que tenho de as carregar sozinha para o 2º andar.
Frustante.
Querer ter alguém a meu lado numa tarde de domingo, apenas para poder deitar a cabeça no colo de alguém que goste de mim e dormir descansada por um bocadinho.
Frustante: chegar á conclusão de que os meus dias vão ser assim durante muito tempo.
Revoltante.
Este meu orgulho doentio que me faz refugiar-me sozinha com os meus mil pensamentos apenas por não querer admitir que preciso de ajuda, apenas por não querer pedir a alguém que me faça companhia, não precisava de mais nada, apenas alguém que ficasse aqui, comigo, sentado/a no sofá a ver um filme, a comer pipocas e a rir...
É nestas alturas que me sinto extremamente só. É nestas alturas que me apercebo o quanto a solidão pode ser dolorosa.
Mas lá está... não imploro a companhia de ninguém, a atenção de ninguém.
Sei bem colocar-me no meu lugar.
No fundo, o que eu acho é que já me habituei de tal forma a estar sozinha que acomodei-me a isso mesmo.
E este meu feitio de merda não me ajuda em nada.
Nem escrever neste momento me está a ajudar em nada...
Sinceramente nem sei o que me ajuda mais que nada... mas enfim... continuarei a encontrar as minhas forças nas poucas pessoas importantes da minha vida.
( My Love, as saudades que sinto tuas são imensas... quando estás aqui tudo é bem melhor. )
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O mundo precisa de mais sorrisos verdadeiros.
" Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. "
Fernando Pessoa
Hoje tomei consciencia.
Hoje tomei plena consciencia de que o relógio não pára... Aquele tic tac ensurdecedor esteve constantemente na minha cabeça durante todo o dia.
Tenho 26 anos.
Como falava hoje com o meu puto pingu, com 26 anos sou uma mulher feita. Acabou-se a tolerância a erros. Acabou-se a inocência que me poderia desculpar há 6 anos atrás, aliás, na realidade acabou-se qualquer desculpa que pudesse tentar arranjar para qualquer atitude imatura que possa vir a ter, ou mesmo que tenha.
Hoje dei por mim, a pensar nas minhas colegas de escola... Ainda ontem falei com uma colega do 9º ano ( ora, isto significa que não a vejo nem falava com ela há 11 anos), e ela disse-me que já está casada e tem 2 filhotes... E todas as outras minhas colegas de escola estão na mesma, ou já casadas, com filhos, ou juntas... Enfim, toda a gente bem orientada na vida.
E isto deu-me para pensar.
O que estará errado comigo? Serei eu assim tão imatura, tão diferente, tão exigente que não consiga encontrar um ponto de equilibrio na minha vida?
Estou farta de viver de altos e baixos, de picos de alegria e de tristeza, de sufoco, de desespero.
Começo a acreditar na teoria do nunca na vida. Começo a acreditar novamente que já não vale a pena sonhar, que o que de melhor faço é voltar a ser uma pedra de gelo.
Irrita-me o facto de certas pessoas se acharem a última bolacha do pacote, quando há um principio básico que ainda ninguém conseguiu alcançar: Ninja, só existiu um na minha vida, e duvido sériamente que isso vá mudar. As coisas que fiz por ele, aquilo que lutei, não voltarei a fazê-lo por mais ninguém. Merecendo ou não, a única coisa que sei é que eu não mereço isso, e isso chega-me bem para predefinir os meus parametros, traçar muito bem a linha entre o aceitável, o impossivel, e o intocável.
Neste momento, parece que nada faz mossa. Nada me abala, quase nada me toca no fundo. Mais rápidamente uma música me toca no coração do que um homem.
Já me dizia ontem o meu mais que tudo: são todos uma cambada de cabrões. E eu só posso concordar.
Sentimentos??? Quem os tem??? Hoje em dia, os sentimentos estão tão banalizados que perderam totalmente o seu sentido, o seu verdadeiro significado.
Estou completamente deslocada do mundo neste momento.
Os valores nos quais eu acreditava já não existem, aquilo pela qual eu sempre sonhei, não existe também. Eu sou de coisas antigas, de pessoas não fabricadas, de essências puras, e sinceramente está mesmo dificil de encontrar uma essência pura neste mundo de merda.
Apetecia-me viajar. Conhecer um país diferente, outra cultura, outras maneiras de ver o mundo.
Quem sabe daqui a um ano... quando finalmente conseguir resolver metade dos meus problemas...
Enquanto a minha vida não andar para a frente não irei sossegar. Quero isso, mais do que o ar que respiro. Quem sabe, se algum dia a minha luta terá um fim, e eu poderei respirar fundo novamente...
Fernando Pessoa
Hoje tomei consciencia.
Hoje tomei plena consciencia de que o relógio não pára... Aquele tic tac ensurdecedor esteve constantemente na minha cabeça durante todo o dia.
Tenho 26 anos.
Como falava hoje com o meu puto pingu, com 26 anos sou uma mulher feita. Acabou-se a tolerância a erros. Acabou-se a inocência que me poderia desculpar há 6 anos atrás, aliás, na realidade acabou-se qualquer desculpa que pudesse tentar arranjar para qualquer atitude imatura que possa vir a ter, ou mesmo que tenha.
Hoje dei por mim, a pensar nas minhas colegas de escola... Ainda ontem falei com uma colega do 9º ano ( ora, isto significa que não a vejo nem falava com ela há 11 anos), e ela disse-me que já está casada e tem 2 filhotes... E todas as outras minhas colegas de escola estão na mesma, ou já casadas, com filhos, ou juntas... Enfim, toda a gente bem orientada na vida.
E isto deu-me para pensar.
O que estará errado comigo? Serei eu assim tão imatura, tão diferente, tão exigente que não consiga encontrar um ponto de equilibrio na minha vida?
Estou farta de viver de altos e baixos, de picos de alegria e de tristeza, de sufoco, de desespero.
Começo a acreditar na teoria do nunca na vida. Começo a acreditar novamente que já não vale a pena sonhar, que o que de melhor faço é voltar a ser uma pedra de gelo.
Irrita-me o facto de certas pessoas se acharem a última bolacha do pacote, quando há um principio básico que ainda ninguém conseguiu alcançar: Ninja, só existiu um na minha vida, e duvido sériamente que isso vá mudar. As coisas que fiz por ele, aquilo que lutei, não voltarei a fazê-lo por mais ninguém. Merecendo ou não, a única coisa que sei é que eu não mereço isso, e isso chega-me bem para predefinir os meus parametros, traçar muito bem a linha entre o aceitável, o impossivel, e o intocável.
Neste momento, parece que nada faz mossa. Nada me abala, quase nada me toca no fundo. Mais rápidamente uma música me toca no coração do que um homem.
Já me dizia ontem o meu mais que tudo: são todos uma cambada de cabrões. E eu só posso concordar.
Sentimentos??? Quem os tem??? Hoje em dia, os sentimentos estão tão banalizados que perderam totalmente o seu sentido, o seu verdadeiro significado.
Estou completamente deslocada do mundo neste momento.
Os valores nos quais eu acreditava já não existem, aquilo pela qual eu sempre sonhei, não existe também. Eu sou de coisas antigas, de pessoas não fabricadas, de essências puras, e sinceramente está mesmo dificil de encontrar uma essência pura neste mundo de merda.
Apetecia-me viajar. Conhecer um país diferente, outra cultura, outras maneiras de ver o mundo.
Quem sabe daqui a um ano... quando finalmente conseguir resolver metade dos meus problemas...
Enquanto a minha vida não andar para a frente não irei sossegar. Quero isso, mais do que o ar que respiro. Quem sabe, se algum dia a minha luta terá um fim, e eu poderei respirar fundo novamente...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















