sábado, 30 de junho de 2012

All that I've learned is all I'm taking now with me.

" It's not like love at first sight, in fact. It's more like gravity. When you see her, is no longer the land that holds you here. She holds you. And nothing else matters but her. You would do anything for her, would be anything for her. You become whatever she needs you to be. Be that as his protector, or as a lover or a friend or a brother. "

( The Twilight saga - The Breakingdown * Jacob Black )



Hoje é 6a feira. A semana está no fim.
Desde 5a feira passada ( aquela maldita 5a feira que eu nem sequer deveria ter acordado, quanto mais aventurar-me a sair á noite ) que mal consigo dormir. Pois é, as malditas insónias voltaram.
Desde esse dia que o meu coração está acelerado, sinto-me ansiosa, estou morta de cansaço, mas deito-me, e os olhos não fecham...
A cabeça não pára de pensar. Assumo, estou triste, muito triste até.
Desde essa 5a feira que analisei mais uma vez a minha vida a fundo, e ultimamente isso tem-me ocupado 90% do meu dia nos meus pensamentos.
Sinto-me sozinha, muito sozinha mesmo, totalmente desamparada.
A minha familia não tem tempo para mim, aliás, desde há uns tempos para cá, diria até uns tempos longos, que a minha familia não se preocupa se eu estou viva, se estou morta, se estou bem ou mal.
Posso parecer egoista a falar desta maneira, mas esta é a minha triste realidade. Sou o elemento invisivel da familia, que só existo quando é preciso alguma coisa, seja o que for. Só falam comigo para pedir coisas, de resto ninguém se digna a parar 5 minutos para pensar que eu sou um ser humano, e que talvez o facto de a minha vida ser trabalhar que nem uma escrava para sobreviver, e o tempo que tenho livre passá-lo em casa fechada e sozinha significa algo. Secalhar o facto de eu me sentar á mesa muda e sair calada significa algo. Secalhar o facto de eu beber até não aguentar mais significa algo. Mas ninguém nota, ninguém vê. ´
Não posso atribuir algum tipo de culpa aos meus pais, de maneira alguma, aliás, eu não abro a minha boca exactamente por isso mesmo: porque a minha mãe é a pessoa mais importante no mundo inteiro, e preocupações que cheguem e sobrem já ela tem, e eu nunca fui nem quero ser mais um fardo para ela. E o que me deixa mais frustada é que de certa forma até sou também um fardo, porque sei bem que se não passo fome é graças aos meus pais, e isso nem uma vida inteira chegará para agradecer tudo o que os meus pais fizeram por mim até hoje.
O resto da familia anula-me completamente.
Eu sei que não sou uma pessoa fácil, eu sei que o meu feitio não é bom, mas porra, olhar para mim de vez em quando não custava muito, perder 5 minutos a tentar saber como tem sido a minha vida principalmente neste último ano não deve custar assim tanto. Talvez o meu humor melhorasse se eu visse que a minha familia parava para pensar que a minha vida nunca foi fácil, nunca foi uma vida tranquila e feliz, sempre tive adversidades, e sei bem que todas as pessoas as têm, mas viver a vida inteira a ver que eu sempre fui tratada de maneira diferente por todos é dose, e aguentar estes meus últimos 3 anos de vida completamente sozinha não tem sido nada fácil.
Para o meu irmão mais velho, nunca existi. Sempre vi os meus ormãos mais novos conhecerem o mundo com ele, sempre os carregou para todo o lado, sempre lhes proporcionou coisas com as quais eu nem sequer me dava ao luxo de sonhar, mas tudo bem, não são coisas materiais que me fazem qualquer tipo de diferença. Nunca fui pessoa de pedir o que quer que fosse a alguém, também porque nunca fui habituada a ter grandes coisas. Todos os bens materiais que tenho são fruto do meu trabalho, do meu próprio esforço que fiz ao longo da minha vida enquanto pessoa adulta. Tive de aprender que o muito vira pouco, e tive de aprender a viver com pouco ou quase nada.
Ser sempre aquela que fica em casa quando há um jantar, ser aquela que não vai ao café todos os dias, ou que passa meses sem ir ao cinema, sem jantar fora, sem viver, é complicado.
É complicado lidar com uma vida de mulher, de 26 anos, solteira, em que constantemente os amigos convidam para fazer isto, ou aquilo, e eu sou aquela que nunca posso.
É revoltante ter de me sujeitar a um segundo trabalho, que exige muito esforço, uma vez que é nocturno, puxado, e muito mal pago. Saber que tenho de fazer esse esforço para tentar melhorar de alguma forma a minha vida é muito complicado. Ainda para mais, quando estou a fazer um trabalho com o qual não me identifico, e que faço apenas e só pelo misero dinheiro que me é pago, que serve para pagar a água, o gás, os cereais que gosto de comer antes de dormir... enfim... a verdade é que nunca pensei ver-me numa situação tão má, e não estou a conseguir lidar com isto.
Psicológicamente não me sinto bem. E isso transmite-se fisicamente, não durmo, tenho pesadelos noite após noite, isolo-me, choro por tudo e por nada, ando irritada, super agressiva... não me sinto eu. Neste momento poderei mesmo dizer que eu não sou eu.
Tenho saudades. Tenho saudades da minha irmã que está a milhares de quilómetros e que sei que se preocupa muito comigo, que ainda me vê como a menina que ela criou e educou, tenho saudades da minha irmã que mora na mesma casa que eu, mas que eu mal vejo ou falo, tenho saudades das conversas intermináveis que tinha com a minha mãe, tenho saudades de deitar a cabeça no colo dela enquanto ela me fazia festinhas até eu adormecer, tenho saudades de quando adoecia e tinha visitas, sei lá... tenho saudades da Sílvia meiga, carinhosa, sempre alegre e divertida, enfim, tenho saudades de uma vida que eu nunca terei.
Quando tudo corre mal, quando cada passo que dou para tentar andar para a frente só me enterra, quando não vejo nem uma única melhoria na minha vida, quando a esperança e a fé acabam, quando não há nada que me prenda aqui, fica dificil acordar de manhã e iniciar um novo dia...
É verdade que no meio de uma vida que ainda nem começou e já está completamente acabada, tenho a sorte de ter os melhores amigos do mundo, sim, isso posso dizer que é uma verdadeira benção, e que todo o tempo do mundo nunca chegará para agradecer o facto de ter aquelas 3 pessoas que de uma maneira ou outra estão sempre presentes na minha vida, e sei que se não fossem eles, hoje eu seria uma pessoa totalmente vazia e pequena, e se continuo agarrada á vida com unhas e dentes é porque eles me mostram que ainda há uma esperança de que nem tudo é mau. E sem dúvida os meus sobrinhos. Olhar todos os dias para a minha princesinha, tê-la no meu colo, enchê-la de beijos, carinho e amor, faz-me acreditar que vale a pena viver, porque aquele sorriso, aquelas gargalhadas não têm preço, daria a minha vida para os ver sorrir, farei sempre tudo o que estiver ao meu alcance para que nunca lhes falte nada, da minha parte terão todo o amor que eu tiver para dar, toda a minha atenção, seguirei os meus pequenotes até ao fim da minha vida.

Não ando com muita vontade de falar. Na realidade finjo que estou bem apenas para não ter de falar.
A Sílvia não é assim. A Sílvia tem o coração ligado á boca, a Sílvia que fala pelos cotovelos e está sempre tranquila.... a Sílvia tem de voltar...

Não vejo interesse em nada. Não me entusiasmo com nada. Não me apetece fazer nada para além do que sou obrigada.
Apetece-me ficar assim, sentada no sofá, com os meus cigarros, a minha garrafa de vinho, a minha música e a minha gata, e deixar o tempo passar, até voltar a conseguir levantar a cabeça e ter uma vida normal, como qualquer pessoa.
Sinto-me estupidamente inutil neste momento, não sirvo para nada nem ninguém. Não tive pedalada para me adaptar ás várias mudanças que a minha vida tem vindo a sofrer, não consigo adaptar-me a esta realidade que me rodeia.
Sinto-me fraca, sem forças para andar para a frente, quero estagnar aqui, e sei lá, esperar um milagre.

São 4 da manhã...
Como estava sem sono, estive a reler algumas partes do meu blog, a reviver algumas partes da minha vida, aquelas que me fizeram feliz...
Lêr as minhas próprias palavras... ufa.... fui corajosa em olhar para trás...
Entre meios sorrisos, gargalhadas e lágrimas, nesta hora em que estive a lêr vivi de tudo um pouco: felicidade, saudade, vergonha, tristeza, revolta... enfim... talvez eu seja isso mesmo, um turbilhão de sentimentos misturados e mal distribuidos.
Deposito demasiadas expectativas em quem não devo, e depois tento arranjar motivos para as coisas que acontecem, quando na realidade o erro foi sempre meu, desde sempre, defeito este o meu, de me entregar ás pessoas sem ver maldade em nada, sem analisar as prováveis consequências...
Neste último ano vivi o auge da felicidade, da tristeza e da desilusão. Fui o mais feliz que alguma vez fora, mas também o mais triste que alguma vez fora. Apaguei a minha luz ao longo deste tempo.
E tenho de admitir... aliás, se já na altura eu sabia com toda a certeza que aquele era o verdadeiro significado de ser feliz, agora sei qual o significado de amargura e saudade. Não só saudade fisica daquela pessoa que me fazia sentir tão especial, mas também saudade da pessoa que eu era quando estava feliz, com ele. As nossas essências eram sem dúvida almas gémeas. E mesmo que eu me volte a apaixonar, um dia quem sabe, uma coisa é certa: aquele sentimento que eu nutria e infelizmente nutro por ele, é incomparável. Irei sempre recordar-me dele como o meu ninja, o meu porto de abrigo. Acho sinceramente que dificilmente me voltarei a sentir assim, e hoje consigo afirmar que sem dúvida que era amor, quase poderia dizer que amei-o desde a primeira vez que ele me disse aquele " olá" envergonhado. Marcou-me, para sempre.
Sei que os nossos caminhos nunca mais se vão cruzar dessa maneira, sei que não aceitaria viver novamente uma bomba relógio, e por isso espero mesmo curar-me definitivamente deste amor impossivel, espero sinceramente que ele mude a sua atitude para comigo, e me faça perder aquele encanto que eu sinto por ele. Quero desesperadamente olhar para ele um dia, e saber que já não mexe comigo dessa maneira, que ali vai estar apenas uma página virada, vai estar uma pessoa que foi demasiado importante para mim, mas que não é mais.
Ultrapassar esta barreira já seria um grande passo para eu andar mais um bocadinho para a frente...
Já passei por relações falhadas e ultrapassei, e neste caso vai acontecer o mesmo, está a custar a passar, está a ser dificil de esquecer, mas tenho de acreditar que vou conseguir, ao meu ritmo, ao meu passo, mas vai ter de acabar.
Quero voltar a sorrir verdadeiramente, quero ter-me de volta, quero voltar a ser eu por completo, e só aí conseguirei libertar-me dele, a minha outra metade que neste momento está apagada...

sábado, 23 de junho de 2012

Not Everyone Deserves a Front Row Seat.

Um cansaço de existir,
 De ser.
 Só de ser.
 O ser triste brilhar ou sorrir...
 Fernando Pessoa




Hoje sinto-me assim... tristemente ridicula e desiludida...
De que me valeu estar mais de um ano presa a um estúpido sentimento que só existia da minha parte?
De que me valeu dar sempre o beneficio da dúvida a uma pessoa que sempre foi uma grande mentira todo o tempo?
De que me valeu chorar, lutar, esforçar-me, fazer tudo e mais alguma coisa para que as coisas pudessem ter tomado um rumo diferente?
De que me valeu acreditar piamente que ele era uma pessoa diferente?
De que me valeu acreditar que ele gostava de mim, que ele era verdadeiro comigo, que a essência que sempre me mostrou era a sua verdadeira essência?

Mentira...
Tudo uma grande mentira.
Um sempre demasiado curto, um para sempre momentâneo.
Como é que eu fui capaz de alimentar este joguinho dele, como???
Aliás... como é que depois de tantas falhas que ele teve para comigo eu ainda consigo perder tempo a falar nele, como??!! 
Esperei um ano por ele.
No meu coração, na minha cabeça só existia ele, mais ninguém. Esforcei-me para que isso mudasse, mas não adiantou de nada. Tentava abstraír o meu pensamento dele, mas parece impossivel.
Na semana passada, depois de alguns copos consegui dizer-lhe algumas verdades. Consegui dizer-lhe que para mim era essêncial que ele me dissesse olhos nos olhos para eu sair da vida dele de uma vez por todas!

" Eu não vou dizer para tu saires da minha vida, porque não é isso que eu quero. Não posso dizer-te uma coisa que eu não quero que aconteça... Eu quero que tu continues na minha vida."

Disse-me ele, olhos nos olhos...
Então eu apenas lhe pedi que viesse ter comigo, para conversarmos. Eu sei que enquanto não lhe disser cara a cara tudo aquilo que tenho engasgado, não vou conseguir acabar com esta história, e ele continuará a ser sempre aquele fantasma que não me deixa avançar com a minha vida!

" Ninja, hoje não posso que já é tarde, mas eu prometo que vou ter contigo.."

Sempre a mesma conversa, sempre as mesmas palavras, sempre as mesmas promessas... 
Sempre que falamos, é a mesma lenga lenga, mais do mesmo.
E eu aqui, feita estúpida, a acreditar nas suas palavras, á espera.
Era o quê? Achava que eu ia esperar eternamente? Achava que eu ia ficar aqui, plantada e bloqueada, á espera dele???
Não! Não, não e não!!
Na minha cabeça eu sabia que esta seria a última oportunidade que eu lhe estava a dar para que ele pudesse perceber o que eu sinto por ele e para que ele me pudesse finalmente explicar o porquê de as coisas terem acontecido como aconteceram!
Eu sei que ele acha mesmo que eu não vou seguir o meu caminho, ele acha mesmo que eu ia ser uma grande otária a vida inteira.
No fundo, ele deve ver-me como o seu escape: quando está com a moral em baixo, manda mensagem, liga, enfim...
Ele sabe que dificilmente o irei tratar mal, ele sabe o ponto em que eu o tenho, ele sabe que para mim, ele é ele, e que não vale a pena, aconteça o que acontecer, sempre que eu olhar para ele vou sempre lembrar-me dos bons momentos que vivemos juntos, do quanto ele me fazia feliz, do quanto eu gostei dele, e desejei tê-lo para mim... Ele sabe isso muito bem. E ele pode até ter a sua mulherzinha, e ela pode gostar dele, mas uma coisa eu sei: não é uma merda de uma tatuagem que define um sentimento.

Não é o showoff que demonstra o quanto se gosta de uma pessoa. Não são os outros que precisam de ver isso, somos nós mesmos e a pessoa que gostamos. 
Gostar é cuidar, é traduzir um sentimento da teoria para a prática.
É demonstrar fisicamente e psicológicamente.
É saber que a nossa outra metade está ali, naquela pessoa.
É falar apenas com um olhar, é conhecermos aquela pessoa como a palma da nossa mão.
É estar sempre apaixonado, é nunca perder o romantismo, é querer estar perto a toda a hora.
É respeito, fidelidade e orgulho. Preocupação, dependência.
É querer fazer tudo, é planear uma vida ao lado daquela pessoa, é ter sonhos em conjunto.
É esquecermo-nos por vezes das nossas vontades, é engulirmos muitas vezes o nosso orgulho apenas para que possamos respirar de alivio quando alguma coisa não corre da melhor maneira..
É esforçarmo-nos, é lutarmos, é sentirmo-nos em casa no abraço daquela pessoa.
É  querer ver aquela pessoa sorrir, todos os dias. É sentirmos a felicidade extrema de podermos abraçar, beijar, fazer amor com aquela pessoa.
É deixar de ter uma vida no singular, para optarmos por uma vida em comum. É sentirmo-nos felizes apenas por sabermos que aquela pessoa existe, e sabermos que o seu sorriso faz de nós pessoas melhores....

Bem... parece que afinal ainda tenho sentimentos... parece que ainda não me esqueci o que é gostar verdadeiramente de alguém... pelo menos ainda tenho um ponto de vista acerca disso. Poderia até ficar aqui uma noite inteira a escrever acerca do amor... mas hoje sinto que simplesmente não vale a pena.
Ontem senti-me mal realmente. Senti-me minuscula, e tão só no meio de mil pessoas... Não quero voltar a sentir-me assim, não quero mesmo. Não quero mais ver aquilo que não me faz falta ver.
Eu sei qual é a realidade, não preciso de a ver com os meus próprios olhos. Já não preciso disso. Ou se parte de mim ainda acha que tenho de ver para crer, a outra tem a certeza de que tenho de uma vez por todas de cortar o mal pela raíz.
Chega de me magoar por culpa minha. Chega de sofrer em silêncio, Chega de me sentir assim, inferior.
Eu sou como sou, sou o que sou, e se até hoje defendi os meus pontos de vista e os meus valores, não é por causa de um homem que isso vai mudar.
Se eu tiver que mudar o que quer que seja em mim, quer seja fisicamente ou psicológicamente, será por mim e só por mim.
Se eu sempre achei que os esteriótipos e os showoffs são para pessoas vazias, porque eu haveria de me tornar uma pessoa vazia? Não. Não mesmo!!
Por norma estou quieta no meu canto, não chateio ninguém, não sou uma pessoa obcecada, não sou de meter conversas se não me derem conversa primeiro, então porque motivo me hei-de culpabilizar por algo que não dependeu de mim?? Eu sei que só não fiz o que não podia por ele, aliás, até houve vezes que fiz o que não podia só para poder estar com ele, ou simplesmente para poder apenas vê-lo.

Bem... não vale a pena chorar sobre o leite derramado. Sei que tudo aquilo que fiz foi sempre de coração, por gostar tanto dele, por querer com todas as forças que desta vez desse certo, porque sinceramente achei até á última que ele realmente gostava de mim, que finalmente me tinha apaixonado por uma pessoa que gostava mesmo de mim. Enfim... enganei-me, mais uma vez...

Sem dúvida que está mais que na hora de deixar ir.
Está mais que na hora de enterrar este assunto, melhor, cremar este assunto, meter na minha cabecinha que acabou de uma vez por todas.

Se há coisa que aprendi ao longo da minha turbulenta vida foi que não adianta correr atrás de quem não se preocupa conosco, que não adianta remar contra a maré, que a teoria do lutar por quem se ama só é válida até um certo ponto. Chega a um ponto que essa teoria é vencida pela teoria do cansaço, da saturação, da desilusão, e aí chega a hora de baixar os braços, de aceitar que somos perdedores, de dar a vitória ao outro e simplesmente virar costas e seguir o nosso caminho.
Sem dúvida que depois desta lição estarei bem mais atenta de futuro, e que mais ninguém terá a sorte de me enganar assim tão facilmente.
A partir de hoje vou aprender a valorizar-me, a ver-me exactamente como sou, bonita á minha maneira, e única bem ao meu jeito.
Não posso nunca mais diminuir o meu valor ao ponto de me rebaixar desta maneira.
Quero ser uma pessoa inteira, quero ser amada por inteiro, e não aceito menos que isso. Metades não dão para mim.
Um dia que me volte a apaixonar, garantidamente que vou colocar o cérebro á frente deste meu estúpido coração.


E sim, tudo isto seria bem mais dificil, se ao meu lado não caminhassem os meus amigos, os seres mais maravilhosos de sempre, aqueles que fazem com que tudo pareça sempre ultrapassável.
My Love, Lola e Maninho, os indespensáveis, os essênciais. Os irmãos de mãe diferente...

Mas principalmente tu My Love, minha pessoa nº1, aquele que sabe o meu coração e a minha cabeça de cor e salteado, aquele que digo tudo tal e qual como sinto. És tudo. Sem ti seria impossivel. Longe ou perto estás sempre em cima do acontecimento. Aquela quimica que temos, os pressentimentos que temos um com o outro é algo fenomenal hoje em dia. Aquela nossa telepatia... :)
" o mundo é perfeitamente imperfeito...."
O meu mundo seria totalemente imperfeito, se tu não existisses. Palavras não chegam para te agradecer todo o apoio, força e abre olhos que me deste ao longo da nossa vida. Vales muito para mim. Quando digo todos os dias que te amo assim aquele nosso muitão, é para que nunca te esqueças de que não importa tudo o que aconteça á nossa volta, essa é das poucas certezas que tenho na vida, que te amo muito, e que não te quero perder nunca!










quinta-feira, 14 de junho de 2012

some people come into your life as a blessing, others come as a lesson.

" Nada sou, nada posso, nada sigo.
 Trago, por ilusão, meu ser comigo
 Não compreendo, compreender nem sei
 Se hei de ser, sendo nada, o que serei? ”
 Fernando Pessoa




Mais uma facada nas costas.
É só mais uma, o que é isso para mim? Tenho as costas largas, sempre tive.
A minha sorte desta vez, é que deixei de acreditar que a essência que eu e os meus amigos possuímos possa existir para além de nós.
Dificilmente vou deixar alguém voltar a entrar na minha vida, na minha cabeça e no meu coração desta maneira. Mais uma vez fui ingénua, claro, achar que poderia abrir a minha boca directamente ligada ao coração a uma pessoa que conhecia há demasiado pouco tempo.
Hoje tive a certeza, mais uma vez, de que os amigos que sempre tive me completam. A teoria do mais vale só que mal acompanhada encaixa perfeitamente na minha vida.

Bem sei que os meus melhores amigos têm vidas bem mais preenchidas que a minha, e que não posso estar com eles fisicamente tantas vezes quanto eu gostaria, mas não é isso que define a nossa amizade. O que define a nossa amizade é algo muito maior que a distância fisica, são muitos anos de apoio, carinho, amor compreensão, lágrimas, sorrisos, gargalhadas, noites mal dormidas, dias, horas, anos de conversas, abdicar de tudo para estar lá, sempre presente, ainda que não seja fisicamente, estar ali, simplesmente , a ouvir, a dar o ombro, a dar um conselho, a dar um puxão de orelhas se assim for necessário.
É querer ver aqueles sorrisos e saber que se devem ao facto da minha presença, é saber que não importa o que aconteça, estaremos sempre ali mutuamente.
É  não mentir, ser sempre fiel, ser verdadeiro e incondicional.  
É não ter de fingir quem somos, é sermos exactamente como nascemos, puros, com defeitos e virtudes, e aceitarmo-nos, porque são exactamente as diferenças que me fazem querer sempre tê-los na minha vida.
É passar anos, e mesmo assim saber que aquelas 3 pessoas são e serão sempre as 3 pessoas que nunca me irão abandonar, nunca me irão largar a mão. Estarão sempre comigo, a caminhar a meu lado, a tentar impedir que eu me magoe.
É dar, sem esperar nada em troca, é querer sempre a felicidade dessas pessoas, é querer acima de tudo, fazer parte dessa felicidade.

Palavras não chegam para descrever a alegria imensa que sinto dentro de mim, cada vez que penso no meu Love, na minha Lola e no meu maninho. De todas as pessoas que passaram na minha vida fazendo-se passar por falsos amigos apenas por conveniência, ou simplesmente porque só estão bem a ver a desgraça dos outros, estas três grandiosas pessoas sempre foram, e continuam a ser os meus pilares existênciais. Seguido da minha familia, não existem pessoas mais importantes que os meus três mais que tudo.

Se há coisa que não suporto é injustiças., e infelizmente neestes meus últimos anos tenho visto muitas mesmo, demais até.
Não consigo perceber o intuito das pessoas que só estão bem a fazer mal a outras pessoas. Por muito que a minha cabecinha imatura ( sim, porque agora sou imatura ) se esforce, não alcança nenhuma razão, nenhum beneficio em fazer mal a outra pessoa.
Pessoas pequenas têm atitudes minusculas, é verdade, mas não têm minima noção do que essas minimas atitudes de merda podem gerar.
Graças a Deus que nenhuma das três pessoas que refiro me conhece superficialmente, porque senão lá está, pequenas atitudes de merda vindas de terceiros poderiam criar situações bastante más.
Parece que cada vez que me sinto bem e feliz, vem sempre alguma pessoinha destruir, não falha, é sempre assim.
Tive alturas em que pensei que o problema pudesse ser eu, é demais, é certinho e direitinho, a Sílvia está feliz, está na hora de lhe espetar mais uma facada nas costas.
Mas depois existem estes três seres maravilhosos na minha vida, que estão sempre atentos, sempre em cima do acontecimento, e que me limpam as lágrimas, e me erguem novamente, mostrando-me que eu sou o que sempre fui, a mesma, desde sempre até sempre, e que isso é motivo de orgulho, não de tristeza.
Talvez seja o facto de eu ser demasiado transparente. Digo o que tenho a dizer na cara, não mando recadinhos por outras pessoas, nem por merdas de facebooks, aliás, no dia em que a minha vida for exposta numa merda de rede social, os meus três anjos têm total permissão para me espancar!!
No dia em que eu descer a um nível desses, internem-me, estou demasiado fora de mim para frequentar aquilo a que chamam de mundo!

Bem... poderia ficar aqui uma noite inteira a escrever, a expressar a minha revolta, mas sinceramente não adianta de nada, não resolve nada, e a única coisa que posso dizer neste momento é que aprendi mais uma das minhas inumeras lições de vida. Espero sinceramente que esta seja a última lição ´no que toca a falsas amizades, e consequentemente, o gelo do meu coração tem tendência a cada dia que passa a solidificar mais e mais.

Por isso, My Love, minha Lola e meu Maninho, estarei sempre com vocês, não importa que estejamos dias, meses sem nos ver, o que importa é o raro sentimento que mantenho por vocês.


Sem vocês não vivo, sem vocês já teria dado em louca nesta vida infernosa, que fica melhor, só por vocês existirem. Amo-vos, sempre e para sempre.



terça-feira, 12 de junho de 2012

O exercicio do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra.

O silêncio se faz senhor das percepções.
 La Belle de Jour


Duas boas noticias: estou outra vez de férias, e tenho cá o meu Love.
Aquele abraço apertado que se sente na alma, aquela sensação de amor, de saudades verdadeiras, de carinho... é muito bom estares aqui amor meu, cada abraço teu é um bocadinho de mim que renasce. Sem ti não conseguiria continuar a minha longa caminhada chamada vida.  Há quem faça mais que sol, pois eu digo que tu fazes mais que o sol, a terra e a lua juntas. Amo-te assim muitão, e isso nunca irá mudar. Have you in my life is a blessing*

Amanhã começo a trabalhar num bar.
Confesso que vai ser dificil conseguir trabalhar dia e noite, mas sei que tenho de fazer isto, por mim, para tentar de alguma forma melhorar a minha vida, para correr atrás do meu maior desejo, que é fazer aquilo que gosto.
Desde bem cedo que sempre tive muito gosto com as mãos. Pintar unhas, arranjar unhas, ir aos poucos aperfeiçoando aquilo que a minha grande mamã diz ser o meu dote. De dia para dia, fui gostando cada vez mais, fui pesquisando cada vez mais, fui treinando cada vez mais, e hoje em dia fico horas á procura de novos desenhos, novas formas de criar algo que para muitos são simples unhas, ou simplesmente uma questão de aparência, mas que para mim é um sonho. Saber que faço algo com total dedicação e gosto deixa-me com vontade de fazer mais e mais, de não desistir.
As minhas amigas, a minha mãe, as minhas irmãs foram servindo de cobaias ao longo do tempo, e de repente sinto-me com qualidade suficiente para poder arriscar, e começar devagarinho, primeiro a investir no material todo que preciso, começar a fazer gel, e com o que for ganhando, juntar o máximo possivel para que um dia finalmente consiga tirar o meu tão sonhado curso...
Sonhar não custa... e sei que se não sonhar, de nada me vale viver!

Recentemente voltei a falar com o ninja... sei que dificilmente voltaria a falar nele aqui, no meu diário de bordo, mas hoje preciso de tocar nesse assunto...
Vou tentar não me alongar muito, e claro, escusado será dizer que mais uma vez, a conversa dele foi a mesma de sempre: " tu não mudas minha ninja, e ainda bem, não mexe nem um bocadinho, és perfeita assim, tal e qual como és."
Well... entre estas e outras coisas, disse que tinha saudades e que me queria ver, a semana passada.
Preciso dizer que nunca mais soube nada dele desde o dia em que falámos?
As últimas mensagens que trocaram foram:
" estou de folga x e x dia, vê a tua agenda e depois diz qualquer coisa"
" sim ninja, digo pois! saudades de tiiiii"
Esperei, é verdade. Claro que tendo em conta o tempo que já passou, e os acontecimentos que entretanto se passaram, esperei mas não desesperei. Estaria a ser hipócrita se não admitisse que todos os dias quando me deitava o pensamento me vinha á mente: será que ele me vai mandar mensagem esta noite? Será que amanhã acordo e tenho uma mensagem dele? Será que ele me vai telefonar esta semana? Será que vai aparecer na loja de surpresa?
E dormia sobre o assunto. E claro, nada se passou.
Já não o via há mais de um mês. Optei por deixar de sair tantas vezes á noite, não por ele, mas por mim própria. É verdade que cada vez que o via na noite, e ele sorria para mim, e me vinha falar com aquele sorrisão que eu tanto adoro, eu sentia uma felicidade enorme dentro de mim. Mas depois, quando saída dali, e chegava a minha casa, a felicidade transformava-se em vazio, e na minha cabeça as dúvidas começavam a deixar-me totalmente desolada. Para quê tanta coisa? Para quê uma noite inteira a controlar todos os meus passos, a marcar a sua posição? Para quê? Para quê acreditar numa pessoa que é apenas uma réplica dos mil e quinhentos homens de merda que aí andam? Para quê acreditar nas palavras de um mentiroso, de um traidor?
A verdade é que quis afastar-me disso, quis afastar-me da causa maior da minha instabilidade emocional.
Não quero enlouquecer, e desta forma já não faltava muito.
Mas... o mundo é realmente um lugar demasiado pequeno...
Não ia ao cinema há meses, muitos meses mesmo. E hoje decidi ir! Juntei uma maltinha, e lá fomos.
Quem é a primeira pessoa que eu vejo assim que estou fora do cinema??? Pois.... chamem-lhe karma, chamem-lhe coincidência, chamem-lhe destino, chamem-lhe o que quiserem, porque eu chamo azar da merda. Ele, ali, igualzinho a sempre, encostado á parede, na entrada da casa de banho, e depois claro, o seu acessório, aquela coisa minúscula a que ele chama de muié...
Quando o vi... bem, quando o vi o meu coração bateu mais forte. Tremi, admito. Tal como sempre, tão perto e tão longe. E mais longe ficou, depois de aparecer aquela anã...
Baixei a cabeça, segui o meu caminho.
Ele não me viu, tenho a certeza. E sem dúvida que foi melhor assim. Não queria ter de lhe dizer olá, com aquela coisa ao lado.
Enfim...
Ainda bem que o meu Love está á distância de uma sms neste momento, porque precisei de explodir na hora, e como sempre, o meu Love está sempre em cima do acontecimento, e como sempre também, deu aquela palavra necessária...

E pronto... é apenas mais um dia, em que as coisas que tenho para contar continuam a não ser muito felizes...
O meu Love é que tem razão: não existe ninguém neste mundo que nos mereça. Ponto final.




terça-feira, 5 de junho de 2012

"Sentir é estar dístraido."

"Cada um é muita gente.
 Para mim sou quem me penso,
 Para outros - cada um sente
 O que julga, e é um erro imenso."
 Fernando Pessoa



( Fernando Pessoa.... Grande homem. Escreve com o coração. Adoro simplesmente... )


Frustante.
Carregar uma bilha de gás para o 2º andar, degrau a degrau.
Frustante.
Ir sozinha ao supermercado, e não comprar mais coisas por saber que tenho de as carregar sozinha para o 2º andar.
Frustante.
Querer ter alguém a meu lado numa tarde de domingo, apenas para poder deitar a cabeça no colo de alguém que goste de mim e dormir descansada por um bocadinho.
Frustante: chegar á conclusão de que os meus dias vão ser assim durante muito tempo.
Revoltante.
Este meu orgulho doentio que me faz refugiar-me sozinha com os meus mil pensamentos apenas por não querer admitir que preciso de ajuda, apenas por não querer pedir a alguém que me faça companhia, não precisava de mais nada, apenas alguém que ficasse aqui, comigo, sentado/a no sofá a ver um filme, a comer pipocas e a rir...
É nestas alturas que me sinto extremamente só. É nestas alturas que me apercebo o quanto a solidão pode ser dolorosa.
Mas lá está... não imploro a companhia de ninguém, a atenção de ninguém.
Sei bem colocar-me no meu lugar.
No fundo, o que eu acho é que já me habituei de tal forma a estar sozinha que acomodei-me a isso mesmo.
E este meu feitio de merda não me ajuda em nada.
Nem escrever neste momento me está a ajudar em nada...
Sinceramente nem sei o que me ajuda mais que nada... mas enfim... continuarei a encontrar as minhas forças nas poucas pessoas importantes da minha vida.

( My Love, as saudades que sinto tuas são imensas... quando estás aqui tudo é bem melhor. )








sexta-feira, 1 de junho de 2012

O mundo precisa de mais sorrisos verdadeiros.

" Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. " 

 Fernando Pessoa



Hoje tomei consciencia.
Hoje tomei plena consciencia de que o relógio não pára... Aquele tic tac ensurdecedor esteve constantemente na minha cabeça durante todo o dia.
Tenho 26 anos.
Como falava hoje com o meu puto pingu, com 26 anos sou uma mulher feita. Acabou-se a tolerância a erros. Acabou-se a inocência que me poderia desculpar há 6 anos atrás, aliás, na realidade acabou-se qualquer desculpa que pudesse tentar arranjar para qualquer atitude imatura que possa vir a ter, ou mesmo que tenha.
Hoje dei por mim, a pensar nas minhas colegas de escola... Ainda ontem falei com uma colega do 9º ano ( ora, isto significa que não a vejo nem falava com ela há 11 anos), e ela disse-me que já está casada e tem 2 filhotes... E todas as outras minhas colegas de escola estão na mesma, ou já casadas, com filhos, ou juntas... Enfim, toda a gente bem orientada na vida.
E isto deu-me para pensar.
O que estará errado comigo? Serei eu assim tão imatura, tão diferente, tão exigente que não consiga encontrar um ponto de equilibrio na minha vida?
Estou farta de viver de altos e baixos, de picos de alegria e de tristeza, de sufoco, de desespero.
Começo a acreditar na teoria do nunca na vida. Começo a acreditar novamente que já não vale a pena sonhar, que o que de melhor faço é voltar a ser uma pedra de gelo.
Irrita-me o facto de certas pessoas se acharem a última bolacha do pacote, quando há um principio básico que ainda ninguém conseguiu alcançar: Ninja, só existiu um na minha vida, e duvido sériamente que isso vá mudar. As coisas que fiz por ele, aquilo que lutei, não voltarei a fazê-lo por mais ninguém. Merecendo ou não, a única coisa que sei é que eu não mereço isso, e isso chega-me bem para predefinir os meus parametros, traçar muito bem a linha entre o aceitável, o impossivel, e o intocável.
Neste momento, parece que nada faz mossa. Nada me abala, quase nada me toca no fundo. Mais rápidamente uma música me toca no coração do que um homem.
Já me dizia ontem o meu mais que tudo: são todos uma cambada de cabrões. E eu só posso concordar.
Sentimentos??? Quem os tem??? Hoje em dia, os sentimentos estão tão banalizados que perderam totalmente o seu sentido, o seu verdadeiro significado.
Estou completamente deslocada do mundo neste momento.
Os valores nos quais eu acreditava já não existem, aquilo pela qual eu sempre sonhei, não existe também. Eu sou de coisas antigas, de pessoas não fabricadas, de essências puras, e sinceramente está mesmo dificil de encontrar uma essência pura neste mundo de merda.
Apetecia-me viajar. Conhecer um país diferente, outra cultura, outras maneiras de ver o mundo.
Quem sabe daqui a um ano... quando finalmente conseguir resolver metade dos meus problemas...

Enquanto a minha vida não andar para a frente não irei sossegar. Quero isso, mais do que o ar que respiro. Quem sabe, se algum dia a minha luta terá um fim, e eu poderei respirar fundo novamente...