Hoje sinto-me revoltada, irritada.
Por vezes gostava de simplesmente não pensar, e seguir a minha cabeça em vez das boas maneiras que os meus pais me deram.
Gostava de sair, direitinha a umas pessoas e simplesmente partir-lhes o focinho todo, uma vez que palavras não mudam comportamentos de gente estúpida e sem carácter.
Nunca fui perfeita, nem nunca me fiz adorável quando sei que não o sou, e não consigo suportar pessoas que se fazem uma coisa e são outra totalmente diferente, é demais para o meu cérebrozinho.
Tenho defeitos como todas as pessoas, mas o maior deles todos é não conseguir suportar falsidades, cinismos, mentiras, traições. Sou muito terra a terra. Talvez por já ter sofrido tantas destas coisas na minha vida, hoje considero-me uma pessoa fria, posso dizer mesmo que por vezes má, e sim, não sou de ferro, e da mesma maneira que desejo o bem, também desejo o mal. É como eu costumo dizer: " desejo em dobro aquilo que me desejas".
Eu sou uma pessoa simples. Nunca fui de grandezas, nunca quis mais do que aquilo que podia ter, sempre me contentei com o pouco que fui tendo ao longo da vida, e há apenas uma coisa que eu não me contento com pouco, e essa coisa é das mais importantes da minha vida, a amizade. Este sentimento incluí amor, respeito, sinceridade, dedicação, apoio, carinho, enfim, comparando ao amor, é mais ainda. É sabermos que independentemente de tudo e todos, aquela pessoa vai estar sempre ali, aquela pessoa não nos vai virar as costas, aquela pessoa vai simplesmente estar ali, mesmo que não haja nada a dizer, mesmo que seja apenas para nos dar o ombro onde vamos chorar sem pronunciar uma única palavra. É ser presente na nossa vida, longe ou perto, é estar sempre junto, ainda que não seja fisicamente. É pensar naquela pessoa não só quando a vida nos corre mal e não temos mais ninguém para nos dar a mão, mas também para rir até doer a barriga, para fazer e dizer coisas que apenas se dizem e fazem com os verdadeiros amigos. É sermos aceites tal e qual como somos, sem nunca tentarmudar nada naquela pessoa. É olharmos nos olhos, e sabermos bem o que estamos a ver, como se simplesmente nos olhassemos ao espelho. É não imaginar a vida sem aquela pessoa, é viver para não desiludir aquela pessoa, é ser almas gémeas, é querer estar junto e amar incondicionalmente, até que a morte nos separe.
E poderia passar uma noite inteira a escrever sobre amizade, amor, sentimentos que aquecem os corações gelados e que inevitávelmente se tornaram frios pelas variadas circunstâncias da vida... mas trenho provas vivas de que é possivel uma amizade sólida, verdadeira e infinita. ( My Love, palavras não chegam para dizer o quanto és essêncial na minha vida, o quanto eu te amo, o quanto eu sinto a tua falta e o quanto me fazes feliz, só e apenas por existires. Amo-te assim aquele muitão, aquele muitão que chega para ontem, hoje, amanhã e para o resto da minha vida. Juntinhos, sempre e para sempre. Nunca me abandones, nunca deixes de acreditar que eu sou capaz, porque eu só sou capaz contigo a meu lado.*) - Lene, Joana, Piolha, Filha, Maninho,
Ao longo da minha vida, sei que sempre lutei muito. Lutei por várias coisas. Lutei por estabilidade profissional, lutei por amor a um namorado, lutei para des-amar alguém, lutei por um amor impossivel, desisti desse amor, sofri mais desilusões e tristezas do que coisas boas e felicidade, é verdade, mas sei que neste momento, tenho experiência suficiente para conseguir analisar melhor as pessoas, as suas intenções e as suas atitudes. Bater com a cabeça na parede vezes sem conta fez de mim uma pessoa rija que nem aço, e inevitávelmente desconfiada e cautelosa. Sou consistente, aguento muito, diria até que durante a vida já aguentei muita coisa demasiadas vezes. Anulei-me para fazer alguém feliz. Deixei de pensar em mim enquanto pessoa singular para me dedicar ao bem estar alheio. Hoje vejo claramente que não vou querer anular-me mais. Sou uma pessoa, com defeitos, mas qualidades também. Sou demasiado transparente, e talvez por isso seja muitas vezes "enganada", e iludida em sentimentos variados que apenas existem na minha cabeça... Sei que muitas vezes sou confusa, sei que na maioria das vezes não escolho as palavras que me saem da boca, e que nem sempre a boca está directamente ligada ao cérebro... daí que o meu lado frio não dure muito, e desfaço-me em mel e paneleirices. Sou assim. Uma quase tudo, uma quase nada. Sou uma rebelde, sempre fui. Sempre fui a primeira a ter piercings, a primeira a fazer uma tatuagem, a primeira a pintar o cabelo de preto e assumir a minha pessoa tal e qual como me vejo: diferente, única á minha só minha maneira. Gosto de pensar assim, gosto de pensar que por onde passei nos meus caminhos conturbados deixei a minha marca, a minha marca diferente que mais ninguém algum dia poderá vir a marcar da mesma forma. Gosto de pensar que há-de sempre existir aquele minuto na vida das pessoas que me cruzei ao longo da vida em que param e pensam na Sílvia, e sorriem.
Hoje vi um programa em que perguntavam á Whitney Houston como gostaria de ser recordada, um dia que falecesse, e eu própria me pus a pensar nisso.... Como é que eu gostaria de ser recordada pelas pessoas, um dia que faleça? Pois então eu acho que neste momento da minha vida consigo perfeitamente responder a essa questão... Gostaria de ser recordada pela pessoa exacta que sou: uma menina mulher, que não conhece outra maneira de estar na vida senão com um sorriso no rosto. Uma mulher que por muitos anos que passem não deixou de ser menina, aquela menina que tropeça nos próprios pés, que tem um problema com o equilibrio, que é tão desastrada que até se torna engraçada! Aquela mulher que sabe bem o que quer da vida, que vive até esgotar energias, que anseia o amor como se nada mais a pudesse completar. Aquela menina que continuou sempre a ser insegura, por muito que lhe fosse dito sempre que era linda, não adiantava, não havia um dia da sua vida em que não se sentisse insegura de si mesma. Forte por fora, rija que nem pedra, mas tão molinha por dentro... Mau feitio de manhã, precisava de uma hora de solidão, porque não sabia lidar com as pessoas de manhã.... Aquela menina que deixou de ter coração de pedra, e passou a apreciar carinho, demonstrações de amor, contacto fisico, beijos, abraços, enfim... o mel da vida.
E poderia também passar horas a escrever acerca de mim própria, mas também é algo que não me agrada assim tanto. Prefiro falar de sentimentos. Prefiro falar do que se passa dentro de mim, e que dificilmente abro para alguém.
Escrever liberta-me. Escrever faz-me sentir melhor. Escrever faz de mim uma pessoa melhor.
Escrevo para mim, por mim, para me ajudar. Ajudo-me naquilo que consigo. O fundo do buraco não é nada confortável, tenho de me agarrar ao que me ergue dele. Por vezes gostava sinceramente de me conseguir exprimir melhor, pois sei que nem sempre consigo, porque começo a deitar tudo cá para fora, misturo pensamentos e palavras, e nem sempre fica percetivel, mas no fim eu percebo, quem importa percebe, e o peso saiu das costas...
Um dia destes imprimo o meu livro, para um dia mais tarde, numa tarde de sol, no banquinho do jardim, enquanto as crianças brincam, eu leio calmamente aquilo a que chamo o meu livro, o período da minha vida em que senti necessidade de me expressar mais, de fazer algo que realmente gosto e me dá prazer, entre outras coisas, escrever. Escrever sem regras, escrever exactamente aquilo que me apetece, e que sinto no momento.
Confesso que nem sempre despejo 100% daquilo que gostaria mesmo, porque há sempre coisas demasiado pessoais, mas gosto de reler as coisas que escrevo, e rir ao relembrar, ou fazer aquela cara =/ e reflectir sobre atitudes que tomei anteriormente, ou sobre coisas que disse, que pensei... É engraçado, e quanto mais tempo passa desde o meu primeiro post, eu penso: eh pah, A SÉRIO????
Ás vezes tenho cada pancada... enfim, crescendo, e aprendendo. =)

You...
ResponderEliminarand ME, always! <3
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